31 jul, 2026
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Transição de carreira está nos planos dos brasileiros, aponta pesquisa

Levantamento mostra que 51% dos entrevistados veem a mudança como uma oportunidade e estão dispostos a migrar no futuro. Área de tecnologia é a principal escolhida (76%)

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Transição de carreira está nos planos dos brasileiros, aponta pesquisa

Os tempos em que bastava escolher uma profissão e investir nela ao longo de toda a vida profissional parecem estar ficando para trás. Pesquisa da Datacamp, uma empresa desenvolvedora de dados e IA, mostra que mais da metade dos entrevistados (51%) vê a transição de carreira como uma oportunidade e está disposta a fazer essa mudança no futuro. Dentre as áreas mais cobiçadas para a mudança, a tecnologia é a líder quase imbatível, sendo apontada como a área mais promissora por 76% dos entrevistados.

A pesquisa mostra ainda que a maioria dos entrevistados (56%) acredita que o movimento de transição será ainda mais comum para as atuais e novas gerações. No detalhamento do estudo, abaixo dos 51% que estão dispostos a mudar de carreira, aparece uma parcela de 17% que “acha a transição positiva, mas tem medo de arriscar”. Em seguida, 16% aprovam a mudança, mas sentem que “o mercado não está favorável agora”. Outros 9% não veem a transição como “uma opção no momento”. Um dado relevante é que 3,4% dizem já estar em processo de mudança de carreira. A fatia mais tímida (2,8%) não considera a transição devido à “instabilidade do mercado de trabalho”.

Quais são as carreiras mais desejadas

Na listagem das carreiras mais desejadas no caso de mudança de área de atuação, a tecnologia (programação; desenvolvimento de software; e cibersegurança) lidera com folga, com 76%. As perguntas permitem mais de uma resposta, e a área específica de Inteligência Artificial e Machine Learning (aprendizado de máquina) se destaca para 71,6%. Abaixo seguem as demais opções dos entrevistados, no caso de mudança de atuação profissional.

  • Comunicação e marketing digital – 47%
  • Finanças (fintechs, planejamento financeiro, contabilidade e administração) – 30,2%
  • Vendas e gestão comercial – 22,6%
  • Sustentabilidade, ESG e energias renováveis – 22,4%
  • Design (design gráfico e de produto) – 21,8%
  • Saúde (medicina, enfermagem, farmácia, psicologia) – 18,8%
  • Direito e compliance (consultoria, proteção de dados) – 15,8%
  • Engenharia – 10,8%

Martijn Theuwissen, COO da DataCamp, comenta as oportunidades profissionais dentro das áreas de tecnologia.

“Não é difícil de entender o porquê de os campos da tecnologia se destacarem quando o assunto é transição de carreira. A área, de modo geral, não só segue em crescimento, como vemos novas especialidades surgindo a cada dia. A criação da Inteligência Artificial revolucionou tudo que sabemos sobre tecnologia. E não é à toa que ela aparece no ranking, em segunda colocação, como área mais promissora. Mas seu surgimento nos mostra que ainda há muito para ser descoberto”, afirmou Theuwissen.

Insatisfação e má remuneração pesam na transição

São diversas as motivações que levam um profissional a buscar uma transição de carreira. Insatisfação com a área de atuação, má remuneração e falta de perspectiva de crescimento são apenas alguns dos fatores que motivam os trabalhadores a trocarem de profissão – e que pesam no momento de escolha da nova área. Mas o que parece ser um consenso geral no tema é que as áreas mais visadas e mais favoráveis para quem busca uma nova carreira estão relacionadas aos campos da tecnologia.

A pesquisa também levantou outros aspectos da relação dos profissionais com suas atuais atividades. Algumas das competências mais valorizadas pelo mercado de trabalho atualmente são as habilidades comportamentais. Se os conhecimentos técnicos são essenciais, as chamadas soft skills não ficam para trás quando o assunto é encontrar uma nova oportunidade e mudar de carreira.

O peso das soft skills

Em relação às habilidades comportamentais, algumas se destacaram entre os entrevistados do estudo, que citaram como aspecto mais relevante para as carreiras a inteligência emocional (67%). Na sequência, estão comunicação interpessoal (65%); capacidade de aprender (63%); saber fazer trabalho em equipe (60%); e resolução de problemas (58%).

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