25 maio, 2026
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Sustentabilidade: 2026 será o ano da verdade, segundo especialistas

Acesso ao capital e pressão para implementar ações marcam a agenda de sustentabilidade de 2026

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Sustentabilidade: 2026 será o ano da verdade, segundo especialistas

O site Capital Reset listou cinco grandes tendências sobre sustentabilidade que devem pautar o ano de 2026, ouvindo vários especialistas envolvidos com o tema. Para eles, a era da experimentação de modelos e da avaliação de instrumentos, que marcou a agenda no biênio 2024-25, foi superada.

O momento agora é de implementação, e entre os desafios para concretizar os projetos de sustentabilidade, está o acesso ao capital. Além da eterna discussão sobre a falta de capital versus projetos bem estruturados ou vice-versa, os especialistas apontam para a ausência de mecanismos que reduzam riscos.

No caso de projetos menores, essa necessidade é maior, uma vez que eles não contam com acesso fácil a opções como o Fundo Clima, gerido pelo BNDES.

Se capital é uma questão pendente, a criação de um cenário que pressiona a implementação de projetos é uma certeza. Os sinais para isso foram reforçados na COP30, de 2025, e incluem iniciativas como a taxonomia sustentável brasileira e a proposta do governo federal para o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que criaria um roteiro para o país reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis.

Desafios globais

Externamente, o desafio para 2026 é entender a extensão dos acontecimentos globais. O caso mais notável é o da invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, com a pressão de aumento da produção petrolífera do país sul-americano. Por outro lado, a direção apontada pela China é de aumento dos investimentos em tecnologia de baixo carbono. Em resumo: a geopolítica mundial também pesará nas metas de sustentabilidade.

Mais do que nunca, a capacidade de adaptação é outra tendência apontada para 2026. Os eventos climáticos severos foram um dos itens que redirecionaram essa pauta, a qual envolve agora não só lideranças públicas, mas outros atores, como a iniciativa privada.

As eleições no Brasil – um tema de geopolítica mundial – também entram na pauta da agenda de sustentabilidade para 2026. A explicação é clara: a mudança de iniciativas criadas a partir de decretos federais fica em risco com uma alteração radical de governo. Entram nessa lista de preocupações, por exemplo, a questão de regulação do mercado de carbono, entre outros temas.

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