19 maio, 2026
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Com convocação definida, varejo esportivo entra no clima da Copa do Mundo

Vestuário está entre os itens mais desejados

Envato
Com convocação definida, varejo esportivo entra no clima da Copa do Mundo

Com a convocação da Seleção Brasileira definida, a Copa do Mundo 2026 deixa de ser apenas uma expectativa no calendário esportivo e começa a ganhar força no comércio. A lista final coloca nomes, rostos e números de camisa no centro da conversa, o que tende a aquecer a procura por camisas, uniformes, acessórios, bandeiras e produtos temáticos.

Para o varejo esportivo, o período abre uma janela estratégica para reforçar estoques, montar vitrines, lançar campanhas e se preparar para a demanda nas semanas que antecedem a estreia do Brasil.

De acordo com a pesquisa “Intenção de compras para Copa do Mundo 2026”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou contratar serviços para o período da Copa do Mundo. A estimativa é de que cerca de 99,2 milhões de brasileiros movimentem o comércio durante o torneio.

Entre os produtos mais citados pelos entrevistados, o vestuário aparece com destaque. Roupas, camisetas e uniformes específicos da Seleção Brasileira ou da Copa do Mundo estão nos planos de 61% dos consumidores que pretendem comprar no período. O índice coloca a categoria praticamente no mesmo patamar de itens tradicionalmente associados aos jogos, como petiscos, citados por 62%, itens para churrasco, com 60%, e cervejas, com 59%.

Convocação acelera a jornada de compra

A convocação da Seleção Brasileira não impacta apenas o noticiário esportivo. Ela também pode antecipar decisões de compra. Camisas com nomes de jogadores, peças nas cores do Brasil, acessórios para torcer, bonés, bandeiras e itens de decoração costumam ganhar força justamente quando o consumidor começa a se reconhecer nos atletas que estarão em campo.

Esse movimento é importante porque parte do público não pretende deixar tudo para a última hora. Segundo a pesquisa, 44% dos consumidores afirmam que costumam antecipar as compras em até uma semana, seja para aproveitar promoções, evitar filas ou garantir os produtos desejados antes dos jogos.

Para o varejo esportivo, essa antecipação abre uma janela importante. Lojas físicas, e-commerces, marketplaces, lojas de departamento e comércios de rua podem se beneficiar de ações planejadas antes da estreia do Brasil, e não apenas nos dias de jogo.

O ticket médio estimado para os gastos extras durante a Copa do Mundo 2026 é de R$ 619, valor que sobe para R$ 784 entre consumidores das classes A e B. Esse orçamento inclui produtos e serviços comprados exclusivamente para o período da competição, o que reforça o potencial comercial do evento para diferentes segmentos.

Produtos oficiais, réplicas e patrocinadores entram na disputa

A pesquisa também mostra que a Copa do Mundo deve abrir uma disputa relevante entre produtos oficiais, réplicas, marcas licenciadas e patrocinadores. Entre os consumidores que pretendem realizar compras para o torneio, 74% afirmam que darão preferência a marcas patrocinadoras da Seleção Brasileira.

O preço, no entanto, continua sendo determinante. Para 53%, a preferência por patrocinadores depende de valores acessíveis. Outros 21% dizem que pretendem priorizar essas marcas independentemente do preço.

No caso dos produtos da Seleção Brasileira, 47% dos consumidores pretendem comprar itens oficiais, motivados principalmente pela percepção de qualidade e durabilidade, citada por 57%. Por outro lado, o custo ainda aparece como barreira: 35% apontam o preço elevado como principal entrave para adquirir produtos originais.

Apenas 6% assumem que pretendem comprar falsificados, mas outros dados indicam uma zona de atenção para o mercado licenciado. Entre os consumidores, 17% acreditam que a qualidade dos produtos falsificados é equivalente à dos originais, enquanto 19% dizem não se importar com a procedência ou originalidade no momento da compra.

Para o varejo, a convocação pode despertar o desejo, mas preço, disponibilidade, conveniência e percepção de valor serão decisivos para transformar torcida em venda. Com a lista final da Seleção Brasileira, o varejo esportivo tem a chance de sair na frente. Mais do que esperar o primeiro jogo, o momento é de transformar a expectativa pela Copa do Mundo em vitrine, campanha e oportunidade de consumo.

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