12 maio, 2026
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Dia dos Namorados: varejo atento ao público LGBT

Quem não se lembra do comercial de O Boticário lançado há dois anos para o Dia dos Namorados? O filme surpreendeu os espectadores ao revelar […]

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Quem não se lembra do comercial de O Boticário lançado há dois anos para o Dia dos Namorados? O filme surpreendeu os espectadores ao revelar que alguns dos presentes comprados na perfumaria eram destinados a casais homoafetivos. Naquele ano, enquanto as vendas do varejo para a data recuaram 5%, a empresa foi na contramão: suas vendas aumentaram 3%.

No Brasil, o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) ainda é subestimado pelo varejo. De acordo com a Out Leadership, associação internacional de empresas voltadas a esse seguimento de mercado, o potencial financeiro do público gay, no país, equivale a R$ 418,9 bilhões – 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Dados das Estatísticas do Registro Civil 2015, divulgadas no último mês de novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que, em relação a 2013, as uniões civis entre cônjuges do mesmo sexo aumentaram 51,7% no Brasil.

Os dados comprovam a urgência que os varejistas têm em se preparar para atender o público LGBT, que vai à procura de presentes neste Dia dos Namorados. Segundo a consultoria empresarial B-Side, para estenderem as vendas aos homossexuais, os comerciantes precisam repensar a abordagem de suas empresas. A consultoria realizou uma pesquisa sobre o tema, que apontou que 76% do público gay masculino dá prioridade a marcas que não têm medo de ousar nas publicidades. Mas de nada vale o investimento em comunicação se a empresa não demonstra efetivamente apoio à diversidade.

A estratégia, então, está no atendimento. Além de um ambiente agradável, variedade de opções e preços competitivos, o público gay quer ser respeitado. Em um estabelecimento gay friendly, isto é, amigável aos gays, os funcionários devem ser treinados para bem atender tanto o público heterossexual quanto o homossexual, levando em conta a isonomia do tratamento. Como o atendimento de excelência é o primeiro passo para a fidelização do cliente, uma boa iniciativa pode ser criar debates sobre homossexualidade entre os funcionários. Em um país no qual ainda predomina o preconceito, o público LGBT valoriza a empresa em que a única intolerância é contra a homofobia.

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