ABCasa Fair: feira B2B reúne cerca de 400 expositores e espera 45 mil visitantes
Evento ocorre entre 8 e 11 de fevereiro de 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo
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O varejo brasileiro de artigos para casa, decoração, presentes e utilidades domésticas registrou, até outubro de 2025, R$ 88,51 bilhões em vendas. A expectativa é fechar com um crescimento nominal de 3,6% em relação a 2024, segundo dados da associação que representa o setor, a ABCasa.
Mais do que o avanço em valor, os números revelam uma mudança significativa no perfil de consumo. O brasileiro não deixou de comprar, mas passou a adotar uma postura mais estratégica, priorizando custo-benefício, utilidade e durabilidade. Esse comportamento mais racional tem impactado diretamente as estratégias da indústria e do varejo.
É nesse contexto que será realizada a 16ª edição da ABCasa Fair, entre 8 e 11 de fevereiro de 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo, consolidada como o maior encontro B2B do setor de casa e decoração da América Latina.
“O mercado segue resiliente, mas vive uma transformação importante no padrão de consumo. A ABCasa Fair se posiciona como um espaço estratégico para que indústria e varejo ajustem rotas, identifiquem oportunidades e fortaleçam sua competitividade para 2026”, afirma Eduardo Cincinato, presidente da ABCasa.
Consumo cresce, mesmo com margens pressionadas
Do lado da produção, a receita alcançou R$ 65,1 bilhões, com alta de 0,8%, enquanto o consumo interno aparente chegou a R$ 72,7 bilhões, avanço de 2,6%. O descompasso entre o ritmo do varejo e o da produção indica um ambiente de maior competição e pressão sobre as margens, especialmente diante do avanço das importações.
Outro dado relevante é o comportamento dos preços. A inflação dos artigos para casa fechou 2025 em 2,13%, abaixo do IPCA que encerrou o ano em 4,26%. O resultado mostra o esforço do setor para conter repasses e sustentar o volume vendas, ainda que isso represente desafios adicionais de rentabilidade.
No comércio exterior, as importações somaram US$ 2,2 bilhões em 2025, com crescimento de 9,9%, enquanto as exportações totalizaram US$ 853 milhões, alta de 1%. A China segue como principal origem dos produtos importados, respondendo por cerca de 74% do total.
Para Eduardo Cincinato, o setor vive um momento de transição. “Crescemos em valor, com inflação controlada, porém com um consumidor mais atento ao preço e à utilidade. O desafio agora é equilibrar competitividade, fortalecer a produção nacional e lidar com a pressão das importações”, reforça.
ABCasa Fair como plataforma estratégica
Diante desse cenário, a ABCasa Fair se consolida como uma plataforma de negócios e tomada de decisão para o setor. Com 70 mil m² de área de exposição, a feira reunirá mais de 380 expositores nacionais e internacionais e deve receber cerca de 45 mil visitantes profissionais, entre lojistas, compradores, arquitetos, designers, decoradores e distribuidores.
Para os expositores, o encontro é uma vitrine qualificada. “É nossa terceira participação no evento, que tem sido uma importante oportunidade para apresentar nosso portfólio e receber clientes e representantes de todo o Brasil”, afirma Ramon Molinero, diretor da Yantra Cosméticos.
Do ponto de vista dos compradores, a feira funciona como um radar de tendências e otimização de tempo. “Vamos à feira para encontrar novidades e ganhar agilidade. Ter esse mix de fornecedores em um só lugar faz diferença”, afirma Carlos Rodrigues, da FunFestas, de Manaus. Juliana Lorenzetti, Head de Acessórios da Tok & Stok, compartilha da mesma opinião: “Participo desde 2012. A maior vantagem é concentrar reuniões com fornecedores e resolver diversas frentes em poucos dias”.
Além da exposição, a ABCasa Fair reforça sua vocação internacional com rodadas de negócios nos dias 9 e 10 de fevereiro, no International Business Center, conectando empresas brasileiras a compradores globais e ampliando oportunidades de exportação.
É justamente nesse momento de ajustes e redefinições que o setor se encontra presencialmente para projetar o próximo ciclo. “A feira representa um ponto de virada: é onde avaliamos o ano que passou e começamos a desenhar 2026. O setor tem enorme potencial e está cada vez mais preparado para competir com estratégia, inovação e eficiência”, conclui Cincinato.


