28 jul, 2026
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Frete alto e falha logística estão entre os principais motivos de abandono de carrinhos no e-commerce

Mais do que o preço, a logística se tornou peça central da experiência de compra

Pixabay
Frete grátis vale mais do que preço baixo na escolha de uma loja virtual, mostra pesquisa

No comércio eletrônico brasileiro, conquistar o clique não é suficiente: o desafio real está em garantir que o pedido chegue até a finalização. E um dos maiores obstáculos é o frete. Segundo o estudo Panorama da Gestão Logística no E-commerce Brasileiro, realizado pela Nstech em parceria com a Frete Rápido, cinco em cada dez empresas apontam o custo do frete como a principal causa do abandono de carrinhos.

Mais do que o preço, a logística se tornou peça central da experiência de compra. A falta de integração tecnológica, processos ainda manuais e custos operacionais elevados criam gargalos que afetam diretamente a conversão e a lucratividade das vendas online.

Os principais desafios na gestão logística

Apesar de o e-commerce ser nativo digital, a logística que sustenta o setor ainda enfrenta entraves típicos do mundo analógico. Entre as principais dificuldades relatadas pelas empresas estão:

  • Gestão de tabelas e cálculo de fretes (27,7%)
  • Prospecção e integração de transportadoras (26,8%)
  • Comprovação de entrega e auditoria (16,1%)
  • Rastreabilidade (15,8%)
  • Gestão de indicadores e KPIs (13,5%)

O levantamento mostra ainda que 24,2% das empresas já perderam oportunidades comerciais devido a limitações de seus sistemas logísticos.

Outro dado relevante é a forte dependência de serviços terceirizados: 72,9% das lojas virtuais utilizam transportadoras, enquanto 21,3% operam em modelo híbrido (frota própria + terceiros) e apenas 5,8% contam exclusivamente com frota própria.

No campo da gestão, os números também revelam fragilidades:

  • 30% das empresas ainda administram os fretes manualmente.
  • 20,3% já utilizam soluções tecnológicas completas como Gateway ou TMS.
  • 27,7% adotam um modelo híbrido, combinando processos digitais e manuais.

Essa falta de integração reduz a visibilidade em tempo real e eleva os custos, impactando tanto a experiência do consumidor quanto as margens de lucro, já pressionadas pelo encarecimento da logística.

Entrega como diferencial competitivo

Hoje, a entrega deixou de ser um processo de retaguarda para se tornar um fator competitivo central. Consumidores querem não apenas rapidez, mas também opções flexíveis: escolher o dia, o horário e até o local da entrega passou a ser determinante na decisão de compra. Um serviço de frete ineficiente, portanto, significa perder vendas e clientes. O relatório também aponta as prioridades de investimento do setor:

  • 38,7% das empresas planejam implantar novos sistemas de gestão logística já em 2025.
  • 20% querem trocar de sistema e revisar processos.
  • 31,3% pretendem expandir a operação para marketplaces.
  • 29,7% apostam em multiorigem ou dark stores.
  • 24,8% pretendem ampliar o uso de ship from store.

As perspectivas de crescimento reforçam a importância do tema: 43,5% das empresas esperam crescer entre 10% e 30% até 2026, enquanto 27,4% projetam expansão de 30% a 50%. Um grupo menor, mas expressivo, estima alta de até 100% (6,5%) ou mais de 100% (4,8%).

A logística no centro da Black Friday e do Natal

Com grandes datas do varejo no horizonte, como Black Friday e Natal, a preparação logística se torna ainda mais estratégica. O sucesso das vendas não depende apenas de promoções agressivas, mas da capacidade de entregar dentro do prazo, com custo competitivo e rastreabilidade confiável.

No fim das contas, o frete não é apenas uma taxa adicional: ele pode ser o fator decisivo entre fechar a compra ou abandonar o carrinho.

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