07 out, 2026
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Modelo híbrido domina: brasileiros usam banco físico e digital ao mesmo tempo

Pesquisa da CNDL e SPC Brasil mostra que maioria dos consumidores combina serviços bancários tradicionais com soluções digitais

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Compra híbrida se consolida e redefine a jornada do consumidor no varejo

A digitalização do sistema financeiro brasileiro avança rapidamente, impulsionada por aplicativos bancários, fintechs e novos meios de pagamento. Ainda assim, a transição para um ambiente totalmente digital não ocorre de forma abrupta. Na prática, a maioria dos consumidores mantém uma relação híbrida com os serviços financeiros.

É o que revela a Pesquisa Meios de Pagamento no Brasil 2026, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas. De acordo com o levantamento, 55% dos brasileiros utilizam simultaneamente banco físico e digital, adotando um modelo híbrido no relacionamento com instituições financeiras.

O dado evidencia que, embora as soluções digitais ganhem cada vez mais espaço, o contato com bancos tradicionais ainda desempenha papel relevante na gestão financeira de muitos consumidores.

Bancarização no Brasil é quase universal

O estudo também mostra que o Brasil atingiu um alto nível de inclusão financeira. Cerca de 97% dos entrevistados possuem conta bancária, o que demonstra a ampla presença do sistema financeiro na vida da população.

Dentro desse universo, os consumidores distribuem suas preferências entre diferentes formatos de relacionamento bancário. Enquanto uma parcela mantém vínculo apenas com bancos digitais ou exclusivamente com instituições tradicionais, a maioria prefere combinar as duas opções.

A pesquisa aponta que 23% dos brasileiros utilizam contas exclusivamente digitais, enquanto 20% mantêm apenas contas em bancos físicos. Embora as soluções digitais já tenham ultrapassado as contas exclusivamente tradicionais, o modelo híbrido ainda domina.

Esse comportamento reflete um processo gradual de adaptação às novas tecnologias financeiras. Muitos consumidores utilizam aplicativos bancários para operações do dia a dia — como pagamentos, transferências e consultas de saldo — mas continuam recorrendo a agências físicas para serviços específicos ou em situações que exigem atendimento presencial.

Digitalização muda rotina financeira do consumidor

O crescimento das contas digitais e das soluções financeiras integradas aos smartphones tem contribuído para tornar o celular o principal ponto de acesso às finanças pessoais. Serviços como pagamentos instantâneos, transferências e gestão de despesas passaram a ser realizados majoritariamente em aplicativos.

Essa evolução tecnológica vem transformando a forma como os brasileiros interagem com o sistema financeiro, ao mesmo tempo em que amplia o acesso a serviços bancários.

Equilíbrio entre tradição e inovação

Os dados da pesquisa indicam que o sistema financeiro brasileiro vive um momento de transição. O avanço das fintechs, das carteiras digitais e de soluções como o PIX amplia a digitalização das operações financeiras, mas ainda convive com hábitos consolidados no modelo bancário tradicional.

Nesse contexto, o consumidor brasileiro demonstra preferir um equilíbrio entre inovação e segurança, utilizando tanto os recursos digitais quanto os canais tradicionais para administrar seu dinheiro.

Para o setor financeiro e para o varejo, compreender esse comportamento híbrido é essencial para oferecer experiências que combinem tecnologia, conveniência e confiança.

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