Está chegando! Apresentação da Seleção Brasileira na Granja Comary aumenta expectativa e consumo para a Copa do Mundo
60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou serviços para a Copa
Envato
A apresentação dos jogadores da Seleção Brasileira na Granja Comary, nesta quarta-feira (27) deve marcar uma nova etapa na contagem regressiva para a Copa do Mundo 2026. Depois da convocação oficial, a chegada dos atletas ao centro de treinamento em Teresópolis tende a transformar a expectativa do torcedor em clima de preparação real para o torneio. Para o varejo, esse movimento também representa uma oportunidade de antecipar campanhas, organizar estoques e ativar o consumo antes mesmo da estreia do Brasil.
A partir desse momento, a Copa deixa de parecer distante. Os treinos, entrevistas, imagens dos jogadores reunidos e a cobertura diária da Seleção Brasileira ajudam a colocar o Mundial no centro da conversa. E, quando o assunto domina redes sociais, programas esportivos e rodas de conversa, produtos e serviços ligados à competição também ganham mais espaço na rotina dos consumidores.
De acordo com a pesquisa “Intenção de compras para Copa do Mundo 2026”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou contratar serviços para a Copa do Mundo 2026. A estimativa é de que 99,2 milhões de brasileiros movimentem o comércio durante o período.
O ticket médio previsto para os gastos extras é de R$ 619, valor que sobe para R$ 784 entre consumidores das classes A e B. Os números indicam que o Mundial deve impactar diferentes segmentos, do varejo esportivo aos supermercados, passando por bares, restaurantes, delivery, serviços de transmissão e aplicativos de transporte.
Copa do Mundo começa antes do primeiro jogo
Embora a estreia da Seleção Brasileira concentre grande parte da atenção, o comportamento de compra começa antes. A pesquisa mostra que 44% dos consumidores pretendem antecipar as compras em até uma semana, seja para aproveitar promoções, evitar filas ou garantir os produtos desejados antes dos jogos.
Esse dado é importante porque reforça que o varejo não deve esperar a bola rolar para entrar no clima da Copa. A apresentação na Granja Comary funciona como um marco simbólico para acionar vitrines temáticas, campanhas promocionais, combos de produtos, ações nas redes sociais e comunicação voltada ao torcedor.
Entre as categorias mais desejadas, aparecem bebidas não alcoólicas, como refrigerantes, água, sucos, energéticos e chás, citadas por 68% dos consumidores que pretendem comprar no período. Na sequência, estão petiscos, com 62%, vestuário, com 61%, itens para churrasco, com 60%, e cervejas, com 59%.
A presença de vestuário entre as principais categorias mostra que o consumo da Copa não se limita aos dias de jogo. Camisas, roupas nas cores do Brasil, uniformes, bonés, bandeiras e adereços ganham força justamente quando o clima de torcida começa a crescer.
Supermercados, bares e delivery entram no aquecimento
A jornada de compra para a Copa do Mundo também reforça o peso do varejo físico. Segundo a pesquisa, supermercados são apontados por 70% dos consumidores como destino de compra, enquanto lojas de rua ou de bairro aparecem com 33%. Ao mesmo tempo, o digital ganha força nos serviços, especialmente com os apps de entrega, citados por 51%.
Entre os serviços pretendidos para o período, o delivery de comida e bebida lidera, com 61%. Em seguida aparecem bares e restaurantes, com 39%, TV por assinatura ou pacotes especiais de esporte, com 33%, e streamings, com 30%.
Isso indica que a Copa será consumida de forma híbrida: parte das compras deve acontecer no varejo físico, especialmente para comida, bebida e itens de conveniência; enquanto serviços digitais, delivery e transmissão complementam a experiência do torcedor.
Experiência coletiva impulsiona o consumo
Outro ponto relevante é que a Copa do Mundo de 2026 tende a ser vivida como uma experiência coletiva. Apenas 3% dos consumidores pretendem assistir aos jogos sozinhos. A maioria estará acompanhada por familiares, amigos ou colegas de trabalho.
Segundo o levantamento, 77% pretendem assistir aos jogos com familiares, 60% com amigos e 15% com colegas de trabalho. Além disso, 86% devem acompanhar as partidas em casa, enquanto 40% citam a casa de amigos ou familiares e 32% mencionam bares e restaurantes.
Esse comportamento reforça a importância de produtos voltados ao compartilhamento, como bebidas, petiscos, carnes para churrasco, combos promocionais e kits para receber convidados. Para bares e restaurantes, o momento também pede atenção a preço, qualidade, atendimento e experiência, fatores que devem pesar na escolha dos consumidores.
Com a apresentação da Seleção Brasileira na Granja Comary, a Copa do Mundo entra em uma fase mais concreta para o torcedor e para o varejo. A partir daí, a expectativa começa a virar planejamento, vitrine, carrinho cheio e mesa preparada para os jogos.

