29 jul, 2026
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Busca por crédito cresce 42,95% em junho, aponta CNDL/SPC Brasil

Os dados mostram que desse público, 73,80% contratou Empréstimo e 20,22% contratou Financiamento, totalizando 94,02%

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Busca por crédito cresce 42,95% em junho, aponta CNDL/SPC Brasil

A busca do brasileiro por crédito registrou crescimento de 42,95% em junho de 2026 em relação a junho de 2025. O indicador, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), aponta ainda que o volume de consultas realizadas pelo setor financeiro no Brasil caiu -6,49 na passagem de maio para junho deste ano.

Analisando o perfil do consumidor que buscou crédito no Brasil em junho, nota‐se que o público predominante é o masculino, com participação de 54,22%. Na abertura por faixa etária, o público com participação mais expressiva foi de 40 a 49 anos, que representou 24,13% do total.

Do público consultado, 0,73% contratou algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 73,80% contratou Empréstimo e 20,22% contratou Financiamento, totalizando 94,02%.

“A busca expressiva do brasileiro por crédito reflete a necessidade premente das famílias em reequilibrar o orçamento e honrar compromissos financeiros em um cenário ainda bastante desafiador. No entanto, esbarramos em um gargalo preocupante: uma parcela expressiva desse público que tenta acesso ao crédito já se encontra negativada, o que eleva o rigor das instituições financeiras e resulta em um funil extremamente estreito de aprovação. O resultado é uma demanda latente represada, onde as pessoas precisam do recurso, mas não conseguem obtê-lo devido ao alto nível de inadimplência.”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em junho, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (38,13%), seguido por Atividades auxiliares dos serviços financeiros (21,98%), que totalizam 60,11% das consultas. No momento da consulta, 37,94% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.

Abrindo os resultados por região, o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em junho, com 45,76%, seguido pelo Nordeste (21,34%), Sul (17,23%), Centro‐Oeste (8,62%) e Norte (7,05%).

“Os dados mostram um descompasso claro no mercado de crédito. De um lado, a urgência dos consumidores em buscar alternativas de financiamento e empréstimos para lidar com o custo de vida; do outro, um cenário de expressiva inadimplência que restringe drasticamente a concessão. Mesmo com uma procura aquecida, a grande maioria dos que tentam o crédito não obtém êxito, pois o risco elevado faz com que o mercado trave a liberação dos recursos, deixando as famílias sem a margem de manobra financeira de que necessitam.”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

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