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CDL Propriá: união para o crescimento de toda cidade

Trecho sergipano do Rio São Francisco (Foto: Leandro Ignácio)

No CDL em Todo Lugar desta quinta-feira você conhece a CDL Propriá (SE), uma entidade engajada na defesa do comércio e no desenvolvimento do município

Por Luís Adolfo Barbosa

Igreja Matriz de Propriá (Foto: Leandro Ignácio)

Propriá, cidade às margens do rio São Francisco, já foi a segunda maior força econômica do estado de Sergipe, perdendo apenas para a capital Aracaju. Mas, devido às limitações geográficas, más administrações e a queda da importância do rio para a economia, o município perdeu parte de sua força econômica e, hoje, ocupa apenas o 22° lugar em desenvolvimento no estado.

A atividade principal da cidade é o comércio. Segundo José Américo Lima, atual presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Propriá, é graças ao comércio que a cidade ostenta o posto de maior município da região. Essa atividade, inclusive, é estimulada pelas cidades vizinhas que se abastecem dos produtos e serviços comercializados em Propriá, fazendo uso da sua infraestrutura, como o hospital regional, as repartições públicas e os cinco bancos instalados na cidade de apenas 30 mil habitantes. Isso sem falar na proximidade com a BR 06, importante via da região.

José Américo conta que essas características fazem circular cerca de 10 mil pessoas em tempos de normalidade. Foi, inclusive, graças a essa hegemonia regional que os empresários da cidade não foram tão afetados durante a pandemia. “Tivemos problemas naturais como a chegada de duplicatas, sem ter o que vender, mas não tivemos muitos registros de fechamento de lojas”, conta, lembrando que o comércio propriaense não precisou fechar completamente graças ao entendimento dos empresários com a prefeitura.

Propriá fica às margens do Rio São Francisco (Foto: Leandro Ignácio)

A CDL
O presidente afirma que a CDL, uma instituição criada há 25 anos, foi de suma importância para que o comércio conseguisse se manter vivo na cidade. A instituição, que conta com 80 associados, fez reuniões com o poder público para a retomada mais rápida das atividades comerciais, garantindo a padronização do atendimento no comércio com a distribuição de máscaras, álcool em gel e fiscalização das lojas.

“Fizemos um trabalho de convencimento junto ao prefeito, mostrando que estávamos organizados e que tínhamos toda a preocupação com as medidas sanitárias. Assim, ficamos fechados por um período de apenas três meses e depois conseguimos abrir em definitivo”. O resultado do entendimento foi notável. Apenas dois ou três estabelecimentos fecharam as portas.

A mobilização da CDL em defesa dos empresários na pandemia foi só mais uma ação da instituição, que rotineiramente promove feirões para limpar o nome de clientes, organiza shows de prêmios e reúne seus associados para lidar com questões do dia a dia, como, por exemplo, a dificuldade em encontrar vagas de carro perto do comércio devido a ao trânsito da cidade. Nessas horas, a CDL se mobiliza e vai atrás de soluções no poder público.

“Eu sempre falo que um palito de picolé é fácil de ser quebrado. Dois palitos também. Mas dez palitos de picolé ninguém consegue quebrar. É isso que nós fazemos aqui na CDL. Nos reunimos e nos fortalecemos”.

Neste ano, a CDL vai iniciar uma ação de troco solidário, na qual o consumidor doa o troco da sua compra para um fundo que servirá para aquisição de alimentos que serão distribuídos às pessoas mais carentes. “É uma maneira de retribuir e ajudar aqueles que mais precisam”, explica.

O dirigente diz que o papel da CDL também é atuar como agente transformador. Assim, costuma apresentar projetos que procuram incentivar o comércio ao mesmo tempo que cria uma cultura empreendedora. “A CDL tem um projeto de fazer cursos com adolescentes, para incentivá-los a entrar no comércio e serem empreendedores. Nossa cidade tem essa vocação e queremos passar nossa história para frente”.

A Câmara de Diretores Lojistas de Propriá não tem sede própria, mas já existem contatos para que a prefeitura ceda um terreno para a construção de um prédio para abrigar um auditório que possa servir como espaços de reunião, palestras e cursos de empreendedorismo.     

Avenida central de Propriá (Foto: Leandro Ignácio)

Agricultura e turismo
Além do comércio, Propriá também tem uma vocação agropecuária, com forte presença da rizicultura, o plantio do arroz. Existem dois projetos nesse sentido, um que conta com 196 lotes de arroz e outro com 320 lotes divididos para o cultivo do cereal, de piscicultura e também de frutas. Na piscicultura, Propriá é hoje a maior produtora de alevinos do Brasil, e exporta seus peixes para todos os estados do país.

A cidade também tem forte inclinação turística. Além de possuir uma bela vista do Rio São Francisco e monumentos interessantes, como a igreja matriz e a ponte de integração que liga Sergipe a Alagoas, tem muita história para contar. Uma delas foi a passagem do imperador Dom Pedro II pela cidade, onde atravessou o Velho Chico com sua comitiva.

“Além de história temos ainda a melhor comida do Nordeste. Infelizmente nosso turismo é uma atividade pouco explorada, porque a cidade não possui recursos para isso. Dependemos de investimentos do governo estadual para fazermos nosso turismo funcionar”, diz José Américo, que já levou à Câmara Municipal um roteiro turístico para ser desenvolvido no rio que corta a cidade. “Essa é uma fonte de renda imensa a ser explorada e que vai proporcionar melhores vendas para o comércio. Está faltando apenas o dinheiro e pessoas dispostas a investir na cidade, mas eu creio que melhores dias virão para que a CDL também cresça com a cidade.

*Matéria atualizada às 9:17.

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