09 fev, 2026
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Instabilidade digital ameaça vendas e confiança do consumidor no varejo durante a Black Friday

Especialista destaca que a instabilidade e cibersegurança são decisivas para o desempenho do varejo digital

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Instabilidade digital ameaça vendas e confiança do consumidor no varejo durante a Black Friday

A consolidação do e-commerce no Brasil reflete uma mudança no comportamento do consumidor e pressiona as empresas a investirem em tecnologia e resiliência digital para manter a confiança e a performance das vendas. Segundo dados, os consumidores realizam ao menos uma compra online por mês, além de grande parte desistir da transação por falta de confiança nas plataformas.

Nesse cenário, o chamado downtime, períodos em que sites ou sistemas ficam fora do ar, representa um dos maiores riscos para o varejo digital, especialmente em datas de grande movimentação, como a Black Friday. De acordo com o estudo The Hidden Cost of Downtime, da Splunk, as 2.000 maiores companhias do mundo acumulam cerca de US$ 400 bilhões por ano em custos relacionados à indisponibilidade de sistemas.

Segundo o Diretor Cloud Services AWS da SoftwareOne Brasil, Cleyton Leal, embora a queda imediata nas vendas represente parte desse montante, os maiores danos estão na perda de confiança do consumidor e no desgaste da credibilidade das marcas, fatores que exigem investimentos de longo prazo para serem revertidos. Durante períodos de alta demanda, como a Black Friday, o impacto do downtime pode ser ainda mais severo. Em 2024, o e-commerce brasileiro movimentou R$ 9,38 bilhões entre 20 de novembro e 1º de dezembro, segundo o relatório Hora a Hora da Confi.Neotrust, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. “Quando o consumidor chega a um site durante a Black Friday, ele já pesquisou preços, a marca não perde apenas uma venda, mas também a confiança de um cliente preparado e estratégico”, afirma Leal.

Segundo o executivo, o comportamento do consumidor durante a Black Friday exige infraestrutura tecnológica e escalável, capaz de suportar picos de tráfego e processar múltiplas interações simultâneas. “É comum que o usuário abra várias abas, adicione itens ao carinho e espere sugestões personalizadas em tempo real. A infraestrutura precisa acompanhar essa dinâmica com estabilidade e agilidade e é aqui que a nuvem se torna essencial”, complementa.

Tecnologia e segurança como diferencial competitivo

A adoção de soluções em nuvem permite ampliar e testar rapidamente os recursos disponíveis, reduzindo custos com infraestrutura física e evitando gargalos operacionais, tornando-se fundamental que a área de TI esteja integrada à estratégia de negócio, deixando de ser vista apenas como um centro de custos e passando a atuar como pilar de continuidade operacional e experiência do cliente.

Além da estabilidade, a cibersegurança é outro fator crítico para o sucesso das vendas digitais, segundo o executivo, pois o volume intenso de transações na Black Friday aumenta a exposição das empresas a ataques como fraudes com cartões, tentativas de invasão e sobrecarga de sistemas. “É imprescindível contar com camadas robustas de proteção, como autenticação multifatorial, criptografia de dados e monitoramento contínuo. Essas medidas reduzem vulnerabilidades e garantem a operação segura, preservando a reputação da marca”, reforça Leal.

O especialista destaca ainda que o investimento em soluções escaláveis em nuvem e inteligência artificial é determinante para o sucesso das empresas durante o maior evento de vendas do ano. “Cada minuto de instabilidade pode representar perdas significativas. A Black Friday exige das empresas maturidade digital, preparo técnico e visão estratégica. Garantir estabilidade, segurança e personalização é o que separa quem sobrevive de quem lidera no mercado”, finaliza.

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