18 abr, 2026
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Por que o seu negócio deve aderir ao cruelty free

O mercado de cosméticos cruelty free atingirá a marca de US$ 14,23 bilhões até 2030.

O mercado de cosméticos cruelty free atingirá a marca de US$ 14,23 bilhões até 2030

As consumidoras brasileiras buscam, cada vez mais, por produtos de beleza que estejam conectados à natureza e à proteção dos animais. Um estudo do ano passado, realizado pela Opinion Box – empresa de inteligência de mercado –, revelou que 96% delas valorizam produtos não testados em animais, veganos e naturais.

Outro levantamento do Market Research Future mostra que o mercado de cosméticos cruelty free atingirá a marca de US$ 14,23 bilhões até 2030, crescendo a um CAGR (Compound Annual Growth Rate ou Taxa de Crescimento Anual Composto) de 4,56% durante o período (2022-2030).

Os produtos cruelty free são aqueles que a fabricante não realiza testes em animais em nenhuma etapa de seu processo produtivo. Segundo a Market Research Future, o crescimento do veganismo do país impulsiona o consumo de itens que não foram testados em animais. “Os consumidores acompanham constantemente a composição dos cosméticos antes de comprá-los. Cosméticos livres de crueldade não contêm produtos químicos nocivos e são, principalmente, não comedogênicos”, apontou a instituição em um comunicado.

As leis possuem um impacto direto no desenvolvimento desse setor. No mundo, 41 países já aprovaram leis para limitar ou proibir testes de cosméticos realizados em animais. A informação é da Humane Society. Aqui no Brasil, o Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), proibiu o uso de animais vertebrados – como ratos, coelhos e cachorros – para testes de desenvolvimento de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.

Os consumidores buscam, cada vez mais, por produtos que estejam conectados à natureza e à proteção dos animais

Aprovada em março deste ano, a resolução já está em vigência. Para Rodrigo Freitas, gerente de marketing da Felps Professional, marca brasileira de tratamentos capilares, a determinação chega para suprir um desejo que o consumidor vem demonstrando há anos.

“O consumidor final hoje é muito mais questionador e já procurava há tempos por marcas que se posicionem sobre as questões que para ela são caras. Ser cruelty free é fundamental no setor de cosméticos e isso não deve ser tratado como uma oportunidade de marketing, precisa estar no DNA das empresas”, explica Freitas.

Conforme comunicado do Concea, fica proibido “o uso de animais vertebrados nos casos em que os ingredientes e compostos já possuam segurança e eficácia comprovada cientificamente”. Nas situações em que as fórmulas são novas e sem evidência de segurança ou eficácia, é obrigatório “o uso de métodos alternativos reconhecidos pelo órgão que substituem, reduzem ou refinam o uso de animais”.

“O uso de métodos alternativos para novos ingredientes preserva a possibilidade de pesquisarmos nossa biodiversidade e avançar ainda mais neste setor, permitindo estudo de novas moléculas, com todos os critérios éticos, em território nacional”, diz a coordenadora do Concea, Kátia De Angelis.

Selo de garantia
Uma boa forma de saber se a sua loja está comercializando um produto cruelty free é conferir se a embalagem tem estampada a imagem de um coelho – símbolo padrão dos produtos não testados em animais – ou o selo “Livre de Crueldade Animal”, emitido pela organização não governamental norte-americana PeTA (People for the Ethical Treatment of Animals ou Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, em tradução livre).

“O selo PeTA traz credibilidade e garante para todas as nações a responsabilidade da marca, já que estamos falando da maior organização de direitos dos animais do mundo”, salienta Leticia Piria, gestora de Qualidade e P&D da Felps Professional. “A utilização de bichos é um protocolo absurdo que causa dor, cegueira, convulsões, queimaduras, hemorragias e até o óbito do animal sem qualquer necessidade”, acrescenta.

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