Opinião

Representatividade do marketplace no setor de e-commerce

*Por Victoria Alonso

Os marketplaces ganharam muita força nos últimos anos, em um movimento liderado pelas grandes marcas do varejo on-line, que hoje, depois do processo de maturação, encorajou muitas lojas a aderirem a esse modelo de negócio. Uma prova do sucesso é que em 2020 cerca de 78% das vendas on-line foram feitas nessas plataformas, com o mercado de moda sempre no topo dos produtos mais vendidos nesses canais. Porém, sabemos, vender moda não é tão simples como parece.

Por mais que se ache que entrar nos marketplaces é apenas para grandes marcas, devido a sua complexidade e estrutura, há uma luz no fim do túnel, pois hoje, a tecnologia permite que os pequenos e médios não apenas entrem, como também contem com parceiros estratégicos para ajudar a realizar negócios nesses canais. Vendas são importantes, mas ter uma presença digital forte, ajuda a vender ainda mais.

Uma parceria de sucesso se constrói quando há ganha-ganha, por isso oferecemos um dos nossos pilares mais fortes: know-how no processo. Existem empresas que analisam toda a operação, independentemente do tamanho da marca de moda, estudam e preparam um plano de negócios oferencendo suporte e tecnologia para que o pequeno e médio varejista venda mais, mesmo que esse conheça pouco do processo.

Cada dia mais representativos em todo o mundo, representam uma tendência que já emplacou no Brasil, que, mesmo com os números expressivos de vendas em 2020, ainda tem enorme potencial. Desde 2010, o setor está crescendo em média 20% ao ano, e para 2021 a previsão é que se mantenha, uma vez que apenas 64 das 210 milhões de pessoas que moram no Brasil compraram no ano passado.

Como dito, o mercado de moda é um dos pilares de crescimento e consolidação dos marketplaces, e não apenas de produtos novos. Há uma tendência de produtos de segunda mão serem vendidos nas lojas online e marketplace, entretanto, essa é uma estratégia para atrair público para os produtos novos, tal qual o mercado automotivo faz nas concessionárias pelo país.

Muitas pessoas me perguntam se vale mais a pena estar ou ser marketplace. Acredito que sim, pois a maioria das empresas se tornará marketplaces em alguns anos, é um caminho sem volta, porém enquanto apenas alguns são, acredito que sim que todas as marcas deverão estar presentes nas principais plataformas do país, pois além de vendas, há o conhecimento e fortalecimento de marca, fundamental no processo de jornada de decisão de compra.

O marketplace é uma grande realidade no universo do varejo brasileiro. Não há por onde escapar, e as marcas ou serão, ou estarão presentes em um, no curto espaço de tempo, mas é preciso encontrar parceiros para ajudar, pois apenas integrar a loja não vai ajudar nas vendas.

*Victoria Alonso é co-fundadora da Ozllo, hub de serviços para varejistas de moda

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