Movimento Varejo

Todo empresário merece uma segunda chance

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Identificar os erros do primeiro negócio e aprender com as falhas aumentam as chances de sucesso nas oportunidades futuras. Esse tem sido o lema de empreendedores que montam uma segunda empresa em bases mais sólidas, com maior conhecimento do mercado e planejamento.

A empresária Joyce Venâncio, proprietária da marca de bonecas artesanais Preta Pretinha, é uma empreendedora que fez do fracasso da primeira experiência o alicerce para a  empreitada seguinte.

“Quando abri em 1998 um café junto com duas sócias em São Paulo falhamos na organização, no planejamento e na escolha do tipo de negócio. Não consideramos a localização, não calculamos custos e não antecipamos dificuldades”, conta.

O café fechou as portas no segundo ano de vida, engrossando as estatísticas da alta taxa de mortalidade dos pequenos negócios nos primeiros anos de atividade.Joyce conta que ao fim da experiência estava esgotada, mas procurou o Sebrae para saber por que o negócio não deu certo.”

Com a ajuda de um consultor, ela identificou os erros e teve clareza dos motivos. Após se reerguer financeiramente depois do fechamento do café, ela e suas sócias voltaram ao mundo dos negócios abrindo a Preta Pretinha em 2000, marca presente no mercado paulistano há 17 anos, e em expansão.

A loja começou em 15m2 na Vila Madalena e agora ocupa um espaço 10 vezes maior no mesmo bairro. A experiência de Joyce não é um caso isolado. O levantamento do Sebrae do ano passado mostrou que apenas 45% das microempresas abertas em 2012 sobreviveram aos primeiros dois anos de atividade, um importante indicador nesse segmento de pessoas jurídicas. Os dados deveriam ser mais instrutivos do que assustadores. Experiências como a de Joyce Venâncio mostram que, em se tratando de negócios, o aprendizado dos erros é essencial na sobrevivência e na disputa por nichos de mercado.

Principais motivos do fracasso de Pequenos negócios nos dois primeiros anos:

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Analisar os desacertos comuns, verificar as derrapagens e equívocos que poderiam ter sido evitados são alguns dos caminhos para planejar a vida das empresas. Valorizar as falhas e aprender com as derrotas são temas centrais do livro “As virtudes do fracasso”, do fi lósofo francês Charles Pépin, que será lançado no Brasil este ano pela editora Estação Liberdade.

Nas palavras do autor de “As virtudes do Fracasso”, o francês Charles Pépin, devemos “ousar fracassar”. “O livro traz uma proposta de força mental para construir a partir de derrotas porque em negócios, como em outras áreas, há momentos em que é preciso ter sangue frio e perseverança”,diz Angel Bojadsen, diretor editorial da Liberdade.

A publicação chega ao mercado com uma proposta diferente dos títulos disponíveis nas livrarias e que focam em experiências bem-sucedidas e casos excepcionais de sucesso sem considerar que, assim como na vida em geral, o caminho da maior parte das empresas iniciantes é pautado por um dia a dia de dificuldades, incerteza e risco de fechamento nos primeiros anos.

Recheado de exemplos e citando grandes personalidades que não se deixaram abater pelo medo, a publicação mostra que os fracassos podem ser experiências de longo alcance para a vida pessoal e profissional, lembrando que contratempos dolorosos são, em várias situações, a base para o sucesso.

Não por acaso figura entre as personalidades do livro o visionário Thomas Edison, fundador de 1878 da General Eletric. Responsável pelo registro de mais de 2 mil patentes, o criador da GE faz um convite à reflexão e à persistência: “Eu não fracassei mil vezes, eu fui bem-sucedido em milhares de tentativas que não funcionaram.”

A previsão é de que o livro esteja nas livrarias a partir de abril e maio.

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