26 jun, 2026
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Mudanças no mundo do trabalho levam gestores a reverem o próprio aprendizado

Estudos indicam desafios na relação entre gestores e equipes

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Mudanças no mundo do trabalho levam gestores a reverem o próprio aprendizado

Executivos em posições de liderança refletem a cultura e o funcionamento das organizações. Nesse contexto, flexibilidade e confiança ganham peso na relação entre gestores e equipes. Para se ter uma ideia, de acordo com a pesquisa “People Analytics: decifrando o novo comportamento do colaborador digital”, cerca de 60% das organizações afirmam que consolidar uma liderança centrada em pessoas, autêntica, empática e flexível é uma prioridade.

Apesar disso, a relação entre líderes e equipes ainda apresenta desafios. Segundo o estudo feito pela Sólides, em parceria com a Offerwise, 76% dos líderes acreditam que suas equipes confiam neles, mas apenas 43% dos colaboradores confiam em parte ou não confiam de forma alguma nos superiores. A diferença entre percepção e realidade levanta um debate no ambiente corporativo: até que ponto a liderança está disposta a aprender sobre a própria atuação?

Para Conrado Schlochauer, especialista em aprendizagem contínua, o cenário atual exige que líderes desenvolvam uma relação diferente com o próprio processo de aprendizado. “Durante muito tempo, a liderança foi associada à capacidade de ter respostas e direcionar equipes com segurança. Hoje, o contexto é outro: mudanças acontecem o tempo todo e os líderes precisam continuar aprendendo. ‘Aprender a aprender’ significa justamente manter a curiosidade, revisar certezas e desenvolver novas formas de liderar à medida que o trabalho se transforma”, comenta.

Nos últimos anos, o papel da liderança nas empresas passou por mudanças importantes. Além da responsabilidade por resultados e direcionamento estratégico, gestores passaram a ser cada vez mais cobrados pela capacidade de desenvolver pessoas, estimular a colaboração e manter equipes engajadas em um ambiente de transformação constante.

Manter o aprendizado em movimento se tornou parte da rotina de quem lidera equipes. Isso envolve revisar decisões, ajustar estratégias e orientar profissionais em um ambiente de mudanças constantes.

Ambientes mais complexos exigem maior flexibilidade

Em muitos casos, líderes precisam conduzir equipes diante de cenários incertos e decisões complexas. A capacidade de interpretar contextos, alinhar prioridades e orientar profissionais em ambientes de mudança passa a ser uma das competências mais valorizadas nas organizações.

Esse processo influencia a forma como gestores constroem relações com suas equipes. Quando demonstram disposição para ouvir novos pontos de vista e revisar a forma de conduzir o trabalho, sinalizam que o desenvolvimento contínuo faz parte da cultura organizacional. Esse tipo de postura tende a abrir mais espaço para troca de ideias, experimentação e participação dos profissionais nas decisões do dia a dia.

“A mudança também se reflete na forma como as empresas desenvolvem suas lideranças. Em vez de iniciativas pontuais de treinamento, cresce o investimento em processos contínuos de formação e troca de experiências entre gestores, com o objetivo de preparar lideranças para lidar com equipes mais diversas e contextos de trabalho em constante mudança”, avalia Conrado.

“Quando líderes mostram que também estão aprendendo, criam um ambiente mais seguro para que as equipes experimentem, tragam ideias e participem das decisões. No fim das contas, aprender a aprender significa reconhecer que liderança não é um conjunto fixo de respostas, mas uma construção contínua que evolui junto com as pessoas e com o próprio trabalho”, conclui.

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