Padronização de produtos reforça confiança no e-commerce no Fórum E-Commerce Brasil 2026
GS1 Brasil mostra como o uso do GTIN ajuda a reduzir erros, melhorar a gestão de estoques e dar mais precisão às ofertas digitais
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No comércio eletrônico, uma descrição incompleta ou um código incorreto pode resultar em anúncios duplicados, entregas erradas, devoluções e perda de confiança. Durante o Fórum E-Commerce Brasil 2026, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil destaca como a padronização dos dados dos produtos pode tornar as operações digitais mais seguras e eficientes.
Uma das principais ferramentas desse processo é o Global Trade Item Number, o GTIN, anteriormente conhecido como código EAN. Presente nos códigos de barras das embalagens, o padrão permite identificar individualmente cada produto e é reconhecido em mais de 150 países.
No ambiente digital, essa identificação se torna ainda mais importante porque o consumidor não tem contato físico com o item antes da compra. Informações como marca, categoria, dimensões, origem e unidade de medida precisam estar corretas e ser consistentes em diferentes sistemas.
“Como a venda ocorre sem o contato físico, sem ‘tocar no produto’, a identificação inequívoca de cada um deles anunciados não somente reduz os erros na entrega, o que melhora os indicadores de satisfação do consumidor, como aumenta a conversão em vendas, melhora a gestão de estoque e logística, além de reduzir prejuízos em devoluções e logística reversa”, afirma Ricardo Aranha, coordenador de negócios da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.
Cadastro também influencia a visibilidade
A qualidade das informações não impacta apenas a operação realizada depois da compra. Ela também pode interferir na forma como os produtos são encontrados nos mecanismos de busca e nos marketplaces.
Plataformas como Google Shopping e Amazon utilizam códigos únicos para relacionar ofertas, comparar produtos e identificar com maior precisão o item anunciado. O GTIN também facilita a comparação de preços e características técnicas pelos consumidores.
Alguns canais, como MadeiraMadeira, Beleza na Web, Google Shopping e Leroy Merlin, já solicitam o código como requisito para determinadas publicações. Outros grandes marketplaces recomendam que a informação esteja presente nos anúncios.
A ausência do identificador ou o preenchimento incorreto pode dificultar a associação entre o produto e as informações disponíveis nas plataformas, reduzindo a qualidade da oferta e aumentando o risco de inconsistências.
Verificação global de informações
Os produtos identificados pelo padrão GS1 também podem ser consultados no Verified by GS1, base global alimentada pelas empresas responsáveis pelas marcas.
A plataforma permite que varejistas, marketplaces, parceiros comerciais, órgãos públicos e consumidores verifiquem informações associadas a determinado GTIN. Entre os dados disponíveis estão nome e marca do produto, categoria, imagem, país de origem, dimensões, unidade de medida e identificação da empresa responsável pelo código.
A padronização favorece a troca de informações entre sistemas físicos e digitais e ajuda a reduzir problemas como descrições duplicadas, imagens incorretas e códigos atribuídos ao produto errado.
Para pequenos negócios que começam a vender em marketplaces, compreender essas exigências antes de cadastrar o catálogo pode evitar retrabalho e acelerar a entrada nos canais digitais.
O Fórum E-Commerce Brasil 2026 conta com apoio institucional da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e tem o portal Varejo S.A. como media partner oficial.

