17 set, 2026
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Black Friday sem improviso: planejamento e tecnologia são essenciais para enfrentar os picos de demanda

Confraria Skyone reúne especialistas de tecnologia, logística e varejo para discutir como empresas podem se preparar para um dos períodos mais desafiadores do calendário do comércio

Black Friday sem improviso planejamento e tecnologia são essenciais para enfrentar os picos de demanda

A Black Friday deixou de ser apenas uma data promocional para se transformar em um dos principais testes de capacidade operacional para empresas de varejo, logística e tecnologia. Para enfrentar os picos de demanda e os imprevistos característicos do período, planejamento, integração entre áreas e uso estratégico da tecnologia são cada vez mais importantes.

Esse foi o ponto central do painel “Black Friday sem improviso”, realizado na última quarta-feira (16/9) durante a Confraria Skyone, encontro mensal promovido no rooftop da sede da Skyone, em São Paulo. O debate reuniu cerca de 100 participantes entre colaboradores, clientes e prospects da empresa.

Mediado por Robson Del Fiol, diretor executivo de educação e comunidade da Skyone, o painel contou com a participação de Luciano Conde, da Oracle; Gilberto Hugen, da BBM Logística; Daniel Romio, da Fortinet; e Fernando Diniz, representando Petz e Cobasi.

Planejar antes para reagir melhor

Para Luciano Conde, da Oracle, a experiência acumulada nas grandes datas do varejo mostra que preparação é fundamental. Entre as iniciativas destacadas estão a capacitação de parceiros e a formação de Rapid Response Teams, preparados para atuar rapidamente diante de problemas.

A computação em nuvem também ganha relevância nesse contexto por permitir maior flexibilidade na capacidade de armazenamento e processamento. A lógica é simples: em períodos de demanda excepcional, a infraestrutura precisa acompanhar o comportamento do negócio.

Na logística, a antecedência é ainda maior. Gilberto Hugen, da BBM Logística, destacou que o planejamento para a Black Friday começa cerca de três a quatro meses antes. É preciso entender antecipadamente o que será necessário entregar, mapear operações e projetar a combinação de pessoas, equipamentos e caminhões.

“Tecnologia, pessoas e processos” precisam funcionar de maneira integrada. Entre os desafios está, inclusive, a retenção de profissionais durante períodos de alta demanda. Por isso, Hugen ressaltou a importância de trabalhar também com alternativas: plano B e plano C para situações que fujam do cenário inicialmente projetado.

Segurança precisa acompanhar a elasticidade

Se a demanda aumenta, a exposição a riscos também pode crescer. Para Daniel Romio, da Fortinet, a segurança tecnológica precisa ser considerada desde o planejamento da operação.

Um dos desafios é lidar justamente com aquilo que não foi previsto. Ataques cibernéticos podem ocorrer durante períodos de grande movimentação e, segundo Romio, muitos deles são realizados por grupos criminosos organizados.

Nesse cenário, modelos de segurança apoiados por inteligência artificial, monitoramento constante, distribuição de carga e separação de tráfego são algumas das ferramentas que podem contribuir para a proteção da operação.

A preparação passa ainda pela criação de modelos e simulações, revisão dos requisitos de segurança e reavaliação das diferentes camadas de proteção.

A ideia de resiliência digital amplia essa visão: não se trata apenas de tecnologia, mas da combinação entre gestão, tecnologia e operação para manter o negócio funcionando diante de situações adversas.

Testar antes para não descobrir o problema durante a Black Friday

Do lado do varejo, Fernando Diniz, representando Petz e Cobasi, reforçou que o planejamento precisa envolver diferentes áreas da companhia, de tecnologia e comercial a operações.

Um dos pontos destacados foi a necessidade de provisionar recursos de maneira assertiva, acompanhando o comportamento da demanda por meio de monitoramento em tempo real.

Antes da Black Friday, a infraestrutura precisa ser colocada à prova. Testes de performance, escala e segurança ajudam a identificar gargalos e verificar se os sistemas estão preparados para suportar os picos de acesso e transações.

Outro cuidado citado foi o monitoramento de possíveis sites clone, utilizados para golpes e fraudes e que também podem afetar a reputação das marcas. A atuação de parceiros especializados ajuda a identificar e proteger a presença digital das empresas.

No fim, permanece uma variável impossível de eliminar completamente: o imprevisto. Por isso, a preparação não significa tentar prever tudo, mas criar condições para responder rapidamente quando aquilo que não estava no planejamento acontecer.

Black Friday é um teste para toda a operação

As diferentes perspectivas apresentadas no painel convergiram para uma mesma conclusão: uma Black Friday bem-sucedida não depende de uma única área ou tecnologia.

Ela exige a combinação de planejamento, pessoas, processos, infraestrutura, logística, segurança e monitoramento, além da capacidade de adaptação em tempo real.

Mais do que preparar os sistemas para vender mais, trata-se de preparar toda a organização para operar sob pressão, e responder aos imprevistos sem transformar a maior data do varejo em um exercício de improvisação.

Tecnologia e relacionamento no centro da Confraria

Criada em 2013 por quatro empreendedores brasileiros, a Skyone construiu sua trajetória a partir de soluções de computação em nuvem e, ao longo dos anos, ampliou sua atuação para integração de sistemas, dados, inteligência artificial e cibersegurança. Hoje, a empresa posiciona sua plataforma na interseção entre Cloud, Dados, IA e Cibersegurança, com foco em simplificar a tecnologia e ampliar a produtividade dos negócios.

Nesse contexto, a Confraria Skyone se apresenta também como um espaço de troca de conhecimento e relacionamento, ao aproximar empresas e profissionais de diferentes elos do ecossistema. Ao reunir, em um mesmo ambiente, representantes de tecnologia, logística, segurança e grandes operações de varejo, a iniciativa cria um ambiente propício para discutir desafios concretos do mercado e compartilhar experiências. O painel sobre Black Friday mostrou justamente o valor dessa conexão: mais do que falar sobre tecnologia, colocar diferentes perspectivas na mesma mesa para discutir como o setor pode se preparar melhor para momentos críticos do calendário do varejo.

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