14 out, 2026
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Wake LAB: Wake lança novas soluções e defende IA que melhora a rentabilidade do varejo

Foi mostrado como agentes de IA, dados unificados do cliente e integração entre loja física e e-commerce podem proteger margem e reduzir perdas

Divulgação
Wake LAB Wake lança Khora, audiências e novo PDV e defende IA que melhora a venda, a operação e a rentabilidade do varejo

A Wake, empresa de tecnologia do Grupo LWSA especializada em soluções digitais para o varejo, realizou no IBT, o Wake LAB. O evento discutiu como a inteligência artificial está mudando a forma como os consumidores pesquisam, descobrem e compram produtos. A empresa também apresentou ao vivo seus lançamentos:

  • o Wake Khora, que orquestra agentes de IA e automatiza fluxos de trabalho;
  • o Wake Audiências, primeiro módulo nativo de gestão de dados do cliente (CDP) de uma plataforma de e-commerce no Brasil;
  • três novos dashboards de inteligência operacional para o OMS;
  • o novo PDV (sistema de ponto de venda) da companhia, voltado ao comércio unificado.

Wake Khora: IA dentro da operação

O Wake Khora é a evolução do orquestrador de agentes pré-lançado no Fórum E-commerce Brasil 2026. Ele se apoia nos pilares de segurança, governança e observabilidade. A partir do evento, a solução passa a estar habilitada na plataforma para todos os clientes da Wake. O Khora traz quatro agentes nativos:

  • Auditoria de Frete;
  • Enriquecimento de Conteúdo;
  • Segmentador de Audiências;
  • Criação de Promoções.

O varejista também pode criar os próprios agentes, conectar agentes externos e montar fluxos automatizados de ponta a ponta. A ferramenta é low-code e aberta a todos os lojistas. A Wake informou que está ampliando a possibilidade de criar automações diretamente por ferramentas como Claude Code e Codex. No palco, foram demonstrados três usos:

  • Descrições para campanhas: a partir da listagem de produtos, a IA criou uma nova descrição para uma calça, já adaptada a uma promoção de Black Friday.
  • Resumo de avaliações: uma automação na página do produto reuniu as avaliações dos clientes e gerou um resumo com os pontos mais elogiados e os mais criticados.
  • Indicação de clientes (member-get-member): um fluxo com árvore de decisão credita valores em conta-corrente tanto para quem indica quanto para quem se cadastra.

A Wake também mostrou uma loja conectada ao Claude, com a devida autorização. A IA analisou as vendas do mês anterior por canal, identificou uma queda e cruzou o resultado com os produtos sem estoque.

Três dashboards para o OMS

“A gente não vai colocar IA dentro dos sistemas para falar que temos IA e para resolver pergunta de quanto vendeu hoje. A gente tem a tese de que precisa colocar IA para melhorar a venda, a operação e a rentabilidade dos nossos clientes”, afirmou Thiago Girelli, da Wake. Os três novos painéis são:

  • Saúde do Atendimento: acompanha os pedidos enviados às lojas físicas que tiveram problemas, como ruptura de estoque, mostra os pedidos com risco de cancelamento, os pedidos salvos e os que não puderam ser atendidos e identifica as lojas e os horários com mais cancelamentos, com isso, a IA consegue apontar padrões, como uma concentração de cancelamentos às sextas-feiras.
  • Saúde Operacional: monitora a estabilidade das lojas físicas, aponta queda de internet, lojas offline e falhas de sincronização que impedem o recebimento de pedidos ou a atualização de estoque.
  • Saúde da Distribuição: analisa as regras que definem de qual loja sai cada pedido, como região, área de corte, margem ou múltiplos critérios. Esses dados são cruzados com as rupturas, e o Khora sugere melhorias. Em um caso com dados reais, a IA propôs mudar a ordem de prioridade das lojas em um estado. A projeção mostrou redução de 40% no custo de frete, economia de cerca de R$ 5 mil por mês, entregas dois dias mais rápidas, aproximadamente mil pedidos a menos divididos ou redirecionados.

A sugestão não é aplicada automaticamente, depende da decisão final do varejista.

Wake Audiências: CDP nativo na plataforma

Desde este mês, todas as lojas da Wake têm o CDP integrado à plataforma. Ele já registra a navegação dos clientes, como visitas a produtos e categorias, itens adicionados ao carrinho e carrinhos abandonados. Como as audiências são criadas:

  • Automáticas: grupos como carrinho abandonado, assinantes de newsletter e pessoas que não visitam o site.
  • Manuais: o varejista monta seus próprios grupos.
  • Combinadas: é possível cruzar critérios, como mulheres de 30 a 40 anos que abandonaram o carrinho. Também é possível usar campos personalizados da loja, como, por exemplo, a quantidade de filhos informada no cadastro.

Como as audiências são usadas:

  • Vitrine: qualquer componente do Storefront, como banners e carrosséis, pode aparecer apenas para uma audiência. Um exemplo é uma página inicial exclusiva para aniversariantes do mês.
  • Promoções: campanhas podem valer só para uma ou mais audiências, ou só para quem não está nelas.
  • Pagamento: a forma de pagamento pode ser ligada a uma audiência. Por exemplo, um desconto para quem volta pelo link de carrinho abandonado, válido apenas no Pix.

A solução reúne dados de compra, cadastro, navegação e loja física em um perfil 360º de cada cliente. Não exige plugin nem script adicional e tem um único ponto de governança para a LGPD. Em breve, o módulo também começará a sugerir oportunidades com base no comportamento da loja. “O gestor de e-commerce brasileiro não tem falta de dados, mas de execução”, afirma Alessandro Gil, VP da Wake.

Comércio unificado e o novo PDV

Alessandro Gil apresentou o novo PDV como mais um passo do comércio unificado”Já ouvi dizer que o e-commerce ia matar o varejo físico, depois que o varejo físico ia matar o e-commerce. O que as pessoas às vezes teimam em entender é que a sinergia dos dois é que faz a diferença”, disse.

Para o executivo, as LLMs estão surgindo como novos marketplaces. “Daqui a pouco o consumidor vai entrar no ChatGPT e falar: ‘eu quero comprar um vestido de festa’. A sua loja precisa ser achada por uma LLM, e ela tem que se sentir segura em indicar o vestido de festa da sua loja”, o que exige sincronia real entre estoque, cliente e catálogo. O que o PDV oferece:

  • funciona em qualquer dispositivo;
  • opera online e passa para o modo offline em caso de falha de conexão;
  • respeita a identidade visual do varejista;
  • integra o ecossistema da Wake, com promoções válidas só na loja, só no e-commerce ou em ambos, além de audiências, pagamentos personalizados e recomendações baseadas no histórico de compras.

Durante demonstração ao vivo, a simulação usou produtos cedidos pela Oriba, cliente da Wake.

Ao identificar o cliente, o vendedor viu o saldo de cashback, as audiências das quais ele fazia parte, os benefícios disponíveis e os itens que ele havia deixado no carrinho do site. No mesmo pedido, entraram duas camisetas da loja e uma camisa polo sem estoque no local. A polo foi localizada em outra unidade e teve entrega gratuita em cinco dias úteis. O pagamento usou cashback e vale-troca. O restante foi dividido entre cartão de crédito parcelado e Pix com desconto, seguido da emissão da nota fiscal. O mesmo PDV também fez uma troca de produto com geração de vale-troca.

“É mais do que um software para fechar uma venda de caixa. É uma ferramenta para acelerar upsell e cross-sell, atender melhor o cliente e trabalhar de maneira integrada”, afirmou Gil. A primeira versão oficial do PDV deve começar a funcionar em uma loja da Oriba no próximo mês.

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