09 maio, 2026
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Dia das Mães: brasileiros compram menos presentes, mas buscam “acertar” mais

O movimento sugere uma troca clara: menos volume, mais intenção

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Dia das Mães: brasileiros compram menos presentes, mas buscam "acertar" mais

O comportamento de consumo no Dia das Mães de 2026 revela uma mudança silenciosa, mas relevante: o brasileiro está comprando menos e pensando mais antes de escolher. Em vez de aumentar a quantidade de itens, cresce a preocupação em acertar no presente.

Dados da pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise mostram que o consumidor pretende comprar, em média, 2 presentes, uma redução em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, 43% afirmam que vão concentrar a compra em um único item, indicando uma escolha mais direcionada.

O movimento sugere uma troca clara: menos volume, mais intenção.

Menos quantidade, mais foco na escolha

A redução no número de presentes não significa perda de relevância da data. Pelo contrário. O Dia das Mães continua sendo uma prioridade para o consumidor, mas com uma abordagem mais racional.

Em vez de distribuir o orçamento entre diferentes itens, cresce a tendência de concentrar o gasto em um presente que tenha maior significado, seja pela utilidade, pela qualidade ou pelo valor simbólico.

Esse comportamento também dialoga com o cenário econômico. Com maior percepção de preços elevados, o consumidor ajusta o carrinho, mas não abre mão de entregar algo que represente a data.

A busca por “acertar” ganha protagonismo

A pesquisa de Dia das Mães mostra que mais do que comprar, o consumidor quer fazer a escolha certa. A decisão passa por fatores como qualidade do produto, preferência da mãe e percepção de valor.

Nesse contexto, categorias tradicionais como moda e beleza seguem fortes justamente por oferecerem maior previsibilidade de acerto. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por opções que agreguem significado, como experiências ou itens personalizados.

O erro, nesse caso, custa caro, não apenas financeiramente, mas emocionalmente.

A busca por acertar também explica o aumento no planejamento. A maioria dos consumidores pretende pesquisar preços antes da compra e iniciar esse processo com antecedência.

Esse cuidado reforça uma jornada menos impulsiva e mais comparativa, em que o consumidor avalia opções, preços e condições antes de tomar a decisão final.

O resultado é um processo mais longo, porém mais consciente. Para o varejo, a mudança exige adaptação. Estratégias baseadas apenas em volume podem perder força diante de um consumidor mais seletivo. O foco passa a ser a construção de valor.

Isso inclui desde a curadoria de produtos até a forma como eles são apresentados. Kits, sugestões de presentes e comunicação mais assertiva podem ajudar o consumidor a decidir e aumentar as chances de conversão.

Além disso, destacar qualidade, diferenciais e benefícios se torna essencial para justificar a escolha, especialmente quando o cliente opta por comprar menos.

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