IA reduz bloqueios indevidos e protege receita no Fórum E-Commerce Brasil 2026
Adyen apresenta case da C&A, que registrou R$ 24 milhões adicionais em vendas após ampliar a aprovação de pagamentos online
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Recusar uma compra legítima por excesso de cautela contra fraudes pode representar uma perda silenciosa para o varejo. No Fórum E-Commerce Brasil 2026, a Adyen mostra como o uso de inteligência artificial nos pagamentos ajuda a identificar consumidores verdadeiros, reduzir bloqueios indevidos e aumentar a conversão no checkout.
O principal exemplo apresentado pela empresa é o trabalho realizado com a C&A. Em seis meses, a varejista registrou aumento de 4,7% na taxa de aprovação das compras online, resultado que representou R$ 24 milhões adicionais em vendas. A operação também economizou R$ 1 milhão com a redução de chargebacks, as contestações de compras realizadas pelos clientes.
A tecnologia analisa cada transação em tempo real, acompanhando o processo desde o início da compra até a comunicação com bancos e bandeiras de cartões. O objetivo é diferenciar tentativas de fraude de operações legítimas sem criar barreiras desnecessárias para o consumidor.
Segundo o Adyen Fraud Report, 50% das empresas relatam aumento nas recusas indevidas de pagamentos. Regras antifraude excessivamente rígidas podem barrar até 10% dos consumidores legítimos.
“Nossa solução, Adyen Uplift, utiliza uma IA treinada a partir de um vasto conjunto de dados globais de transações da Adyen, permitindo identificar padrões de compra e distinguir compradores legítimos de fraudulentos. Com isso, há uma redução nos casos de falsos positivos, deixando o checkout mais fluido e elevando em até 6% o volume de vendas aprovadas”, afirma Renato Migliacci, vice-presidente de vendas da Adyen Brasil.
O executivo destaca que o resultado alcançado pela C&A também está relacionado à unificação da infraestrutura de pagamentos, que permite acompanhar as transações e ajustar as estratégias com maior rapidez.
Tokenização evita falhas por dados desatualizados
Outra tecnologia apresentada no evento é a tokenização, que substitui os dados reais do cartão por um código criptografado. Esse código é atualizado automaticamente quando o cartão físico vence ou é substituído, reduzindo o risco de uma compra recorrente ser recusada por informações desatualizadas.
“A sofisticação do mercado atual exige que a tecnologia de pagamentos trabalhe nos bastidores de forma invisível para o cliente, mas altamente estratégica e protetiva para as finanças do negócio”, afirma Migliacci.
No estande, os visitantes também acompanham demonstrações sobre comércio unificado, estratégia que reúne as transações dos canais físicos e digitais em uma única estrutura. A integração permite consolidar dados financeiros e viabilizar jornadas como comprar pelo site e devolver o produto em uma loja física.
O Fórum E-Commerce Brasil 2026 conta com apoio institucional da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e tem o portal Varejo S.A. como media partner oficial.

