12 mar, 2026
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NRF 2026: btr varese e iFood apontam tendências para o varejo brasileiro

Em evento para o mercado do varejo, estudo detalha como a Inteligência Artificial está redesenhando o varejo brasileiro e transformando a jornada de compra no país

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NRF 2026: btr varese e iFood apontam tendências para o varejo brasileiro

Em parceria com a btr varese, o iFood, empresa brasileira de tecnologia promoveu nesta sexta-feira (6) um encontro com os principais nomes do varejo brasileiro, onde foram apresentadas o “6+1 Insights”, estudo que aponta as tendências que devem redesenhar o setor, sob o domínio da Inteligência Artificial (IA). O estudo é baseado nas tendências da edição 2026 da NRF Retail’s Big Show e aponta como o movimento do varejo global será refletido no mercado brasileiro. Reforçando o papel de parceiro estratégico para varejistas, o iFood recebeu Eduardo Terra, co-fundador da btr varese e especialista em varejo e retail media.

Confira os destaques:

O novo contexto do mundo e do varejo

Segundo Eduardo Terra, estamos vivendo em um ambiente de instabilidade permanente, marcado por tensões geopolíticas, disputa por recursos estratégicos e maior desigualdade econômica. No varejo, esse cenário reflete na dinâmica entre físico e digital: embora o e-commerce continue sendo o principal motor de expansão, ele desacelerou globalmente. No Brasil, o canal representa menos de 15% das vendas do varejo, contra mais de 50% na Coreia do Sul, o que evidencia um vasto espaço para crescimento através de modelos mais integrados, resilientes e orientados por dados.

Varejo movido por IA: o mindset AI-first

Um dos temas centrais foi a mudança para o AI-first, modelo onde a tecnologia funciona como o sistema operacional do negócio. Segundo Terra, a IA deixou de ser um acessório e seu uso não é mais um diferencial. “Ser AI-First exige dados estruturados, governança clara e uma revisão profunda de processos e incentivos. Sem isso, a IA gera custo e frustração — não vantagem competitiva”, alertou o especialista. O impacto é quantificável: 30% do crescimento do PIB americano em 2025 veio do ecossistema de IA.

Novas jornadas: do “buscar” ao “ser encontrado”

A lógica do catálogo estático e da busca por palavras-chave está sendo substituída por jornadas baseadas em descoberta, diálogo e contexto. É neste cenário que podemos destacar o iFood Ads, vertical de publicidade da plataforma, que se consolida como ferramenta essencial para o varejo brasileiro. O iFood Ads utiliza a IA para criar uma experiência diferenciada, permitindo que marcas sejam encontradas de forma contextualizada no momento exato da decisão. “A jornada de compra deixa de ser busca e vira delegação através de agentes autônomos”, acrescentou o especialista.

Retail Beyond Trade: o varejo além da transação

O varejo avança rapidamente para além da simples compra e venda de produtos. Modelos como Embedded Finance e retail media ampliam receitas, aumentam o lifetime value dos clientes e tornam os negócios mais resilientes. Em mercados maduros, esses pilares estratégicos já representam de 10% a 25% dos resultados das empresas. O iFood já tem força nesse movimento no país, utilizando sua vertical de Ads para transformar dados em conexões reais entre marcas e consumidores.

As cinco dimensões da loja física do futuro

Diferente do cenário nos EUA, que enfrenta um fechamento líquido de 9.200 lojas em 2025, o varejo físico brasileiro apresenta resiliência com um crescimento de 4,3% em sua base. Para Terra, a loja não desaparece, mas se transforma em um ativo central da estratégia omnichannel, combinando: hub logístico, experiência sensorial, geração de conteúdo, automação por IA e fortalecimento de marca.

O olhar humano e a IA como motor transversal

A IA é o elemento transversal que redefine jornadas e potencializa decisões. Ele destacou que o futuro do varejo não é humano ou artificial, mas sim humano e artificial. “A NRF 2026 deixou claro: a IA não é o futuro do varejo. Ela já é o seu presente estrutural. O varejo que prosperará nos próximos anos será aquele capaz de integrar tecnologia, dados e cultura humana de forma coerente. A Inteligência Artificial acelera o caminho, mas a direção continua sendo definida pelas pessoas”, concluiu Eduardo.

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