07 jul, 2026
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Automação evolui e entra em nova fase com sistemas de IA que “pensam” e decidem

Com a evolução do RPA para IA generativa e, agora, IA agêntica, a UiPath aponta como empresas podem alcançar uma automação mais inteligente e estratégica

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Automação no atendimento avança no varejo e já resolve até 89% das interações com clientes

A automação nas empresas está passando por uma transformação profunda. Após um período focada em tarefas repetitivas e cumprimento de regras rígidas, a tecnologia evoluiu para a capacidade de interpretar dados e, recentemente, começou a tomar decisões de forma autônoma por meio de agentes de IA. Segundo um relatório da KPMG, 62% das empresas estão experimentando a IA agêntica em seus processos e 26% já a utilizam de forma ativa. Essa nova fase promete redefinir a produtividade e a competitividade das organizações, visto que 59% dos líderes esperam ter retornos de investimento mensuráveis nos próximos 12 meses.

Ao longo da última década, a automação corporativa percorreu três grandes etapas, cada uma ampliando cada vez mais o papel da tecnologia dentro das empresas.

RPA (Robotic Process Automation) — Um processo que usa “robôs de software” para automatizar tarefas repetitivas que normalmente seriam feitas por humanos em computadores. O programa pode, por exemplo, pegar dados de uma planilha, inserir informações em um sistema ERP, gerar relatórios e enviar e-mails, sem que haja a necessidade de intervenção humana. Isso traz vantagens como redução de custos operacionais e execução rápida de tarefas sem erros humanos.

IA generativa — Diferentemente do RPA, a tecnologia é capaz de aprender padrões em grandes volumes de dados e usar esse conhecimento para produzir novos conteúdos. Ferramentas desse tipo, como ChatGPT e Gemini, já são usadas, a depender do modelo, para criar textos, imagens, códigos, músicas, vozes artificiais, vídeos e animações. O avanço foi responsável por acelerar a automação de atendimento das empresas e possibilitar novas utilidades estratégicas, como marketing personalizado.

IA agêntica — Representando um salto ainda maior para a inteligência artificial, os agentes são projetados para agir de forma autônoma, tomando decisões e executando tarefas para atingir um objetivo, com pouca ou nenhuma intervenção humana. São sistemas capazes de analisar cenários, tomar decisões e executar fluxos completos de trabalho. Em vez de apenas responder comandos, esses agentes “pensam” e agem com base em contexto.

Um exemplo prático dessa evolução pode ser visto em empresas que automatizaram o atendimento ao cliente: o RPA organiza os dados, a IA generativa interpreta a solicitação e o agente de IA decide a melhor ação, como aprovar um pedido, encaminhar para um especialista ou resolver o problema automaticamente. É o caso da agente JULIA (Join User Logistic Interface Agent), desenvolvida pela UiPath (NYSE: PATH), que foi responsável por diminuir o tempo de solicitações de acesso da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) ao sistema SAP de 15 dias para três minutos.

A grande mudança não está em uma tecnologia isolada, mas na combinação delas. Quando RPA, IA generativa e agentes inteligentes trabalham juntos, surge um novo modelo operacional: a “agentic automation”, ou automação agêntica. Nela, o trabalho é dividido de forma mais eficiente, em que robôs executam tarefas repetitivas, agentes analisam e decidem e pessoas lideram e supervisionam. Essa colaboração é coordenada por meio de estratégias de orquestração agêntica, que garantem que cada parte saiba quando agir, evitando gargalos e garantindo que o resultado final esteja alinhado aos objetivos do negócio.

A adoção de sistemas baseados em IA avançada deve acelerar significativamente nos próximos anos, impulsionando novos modelos de produtividade e eficiência. De acordo com a Gartner, 60% das marcas usarão IA Agêntica para interações personalizadas e processos de negócio até 2028.

Nesse contexto, a UiPath se posiciona como uma líder global em automação de agentes, integrando robôs, agentes e pessoas que são orquestrados em uma única plataforma. “A empresa tem investido em soluções que permitem às organizações orquestrar processos complexos, conectar diferentes tecnologias e garantir governança”, explica Edgar Garcia, VP da UiPath para a América Latina.

“Estamos entrando em uma era em que a automação deixa de apenas executar tarefas e passa a colaborar com as pessoas na tomada de decisão. A automação agêntica representa uma mudança estrutural na forma como o trabalho é realizado. As empresas que conseguirem integrar robôs, IA e agentes de forma coordenada terão uma vantagem competitiva clara nos próximos anos”, afirma.

A expectativa é que 2026 marque o momento em que projetos de IA deixem de ser experimentais e passem a ter presença ativa nas corporações, gerando ainda mais retorno financeiro. A projeção da IDC é de que gastos em automação agêntica na área de TI alcancem US$ 1,3 trilhão até 2029, ultrapassando 26% do investimento global do setor.

Mais do que uma evolução tecnológica, a automação agêntica traz uma mudança estrutural na forma de trabalhar. Nos próximos anos, ela deve se tornar cada vez mais estratégica, com sistemas capazes de aprender, decidir e agir em conjunto com humanos. Para as empresas, o desafio será repensar profundamente como o trabalho acontece.

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