O evento acaba. O relacionamento não: Customer Success ganha espaço no live marketing
Executivo do Grupo MM Eventos aborda no Fórum B2B 2026 como o pós-evento deixa de ser o encerramento de um projeto para se tornar uma estratégia de crescimento, fidelização e geração contínua de valor
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Durante muitos anos, a entrega de um evento marcava também o fim da relação entre fornecedor e cliente. Hoje, essa lógica começa a mudar. Em um mercado cada vez mais orientado por resultados, recorrência e inteligência comercial, o pós-evento passa a ser visto como uma etapa estratégica para fortalecer relacionamentos, gerar novos negócios e transformar cada projeto em conhecimento para as próximas entregas.
Esse movimento é um dos temas abordados por Henrique Pissaldo, gerente comercial e de marketing do Grupo MM Eventos, durante o Fórum B2B 2026. No painel “Customer Success gera crescimento ou só evita churn?”, o executivo discute como empresas B2B podem transformar o relacionamento contínuo em uma vantagem competitiva e fazer do sucesso do cliente um dos principais motores de crescimento dos negócios.
Embora consolidado há anos no setor de tecnologia, o conceito de Customer Success começa a ganhar força também no mercado de eventos. Mais do que garantir uma boa entrega, a proposta passa a ser acompanhar a evolução do cliente, entender seus objetivos de negócio e utilizar os aprendizados de cada projeto para gerar novas oportunidades e relações de longo prazo.
“A entrega impecável continua sendo indispensável, mas deixou de ser um diferencial. Hoje, ela é apenas o ponto de partida. O que realmente fortalece uma parceria é a capacidade de compreender os objetivos do cliente, acompanhar os resultados alcançados e transformar cada projeto em inteligência para os próximos. O evento deixa de ser uma entrega isolada e passa a fazer parte de uma jornada contínua de relacionamento e geração de valor”, afirma Pissaldo.
Na prática, essa mudança amplia o papel das empresas de eventos. Em vez de encerrar o relacionamento na desmontagem da estrutura ou na entrega do relatório final, o trabalho passa a incluir análise de indicadores, avaliação da performance das ativações, identificação de oportunidades de melhoria e construção de soluções cada vez mais alinhadas aos desafios de cada cliente.
Segundo Pissaldo, muitas empresas ainda desperdiçam um dos ativos mais valiosos produzidos durante um evento: a informação.
“Todo evento gera inteligência. Ele revela como o público se comportou, quais estratégias performaram melhor e quais oportunidades podem orientar as próximas decisões. Quando essa conversa termina junto com a entrega do projeto, perde-se a oportunidade de transformar experiência em estratégia e fortalecer uma parceria de longo prazo”, explica.
Nesse cenário, tecnologia, inteligência artificial e análise de dados passam a desempenhar um papel importante ao apoiar decisões mais rápidas e assertivas. Ainda assim, o executivo defende que o principal diferencial competitivo continuará sendo humano.
“A inteligência artificial amplia nossa capacidade de analisar informações e antecipar necessidades, mas não substitui escuta, confiança e repertório. Quanto mais a tecnologia assume tarefas operacionais, mais tempo as equipes têm para fazer aquilo que realmente gera valor: construir relacionamento. O futuro do mercado de eventos passa pelo equilíbrio entre inteligência de dados e proximidade humana”, conclui.

