Movimento Varejo

Varejo também precisa lidar com as ondas de imigração mundial

Valorizar o ser humano, considerando suas diferenças e diversidades, é uma prática fundamental, difundida no varejo em âmbito global e que ganha força em um mundo virtual e conectado. Uma das grandes questões humanas e humanitárias atualmente, em vários países, diz respeito à aceitação e adaptação à presença de imigrantes e refugiados.

Em fevereiro deste ano, o varejo nos Estados Unidos aderiu ao grande movimento realizado nas principais cidades do país a favor dos imigrantes e em repúdio à política restritiva do presidente Donald Trump para trabalhadores e residentes estrangeiros.

Milhares de pessoas foram às ruas de cidades norte-americanas no dia 16 de fevereiro, no movimento chamado “Dia sem Imigrantes”, em protesto contra as ações de combate à imigração. A mobilização foi realizada graças, em grande parte, à adesão das lojas do varejo, um segmento intensivo no uso da mão de obra estrangeira. A ideia era mostrar que, sem imigrantes, o país não funciona. Ruas comerciais inteiras ficaram fechadas em prol dessa causa.

O setor de restaurantes foi um dos mais atuantes: muitos fecharam as portas e liberaram os funcionários para participar do protesto.

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa da Imigração da George Mason University, 23% dos trabalhadores de restaurantes nos Estados Unidos são imigrantes.

A adesão do varejo norte-americano a favor dos imigrantes mobilizou, inclusive, estabelecimentos comerciais brasileiros nas cidades de Massachusetts, Nova Iorque, Connecticut e Nova Jersey, que se uniram aos latinos e a outras nacionalidades para valorizar os imigrantes.

Varejo na África do Sul sofre com onda de xenofobia

Ao mesmo tempo que o mundo assistiu às mobilizações em apoio aos direitos dos imigrantes nos Estados Unidos, na África do Sul, o movimento em relação aos imigrantes gerou ondas de violência. Cidadãos sul-africanos destruíram casas, veículos e estabelecimentos comerciais de estrangeiros. A perseguição a imigrantes no país vem ocorrendo desde 2008, com recrudescimento em 2015 e recente fortalecimento neste ano.

Nesses atos de violência, um dos segmentos mais prejudicados é o varejo, tanto pelas lojas destruídas quanto por aquelas que têm suas portas fechadas devido ao medo da ação dos vândalos. As agressões espalham o temor e geram sentimento de insegurança, reduzindo a circulação de pessoas e prejudicando as atividades do comércio.

De sua parte, os agressores alegam estar destruindo bens de estrangeiros ligados à venda de drogas e prostituição. Os imigrantes agredidos, de origem moçambicana, etíope, entre outros, alegam que os sul-africanos promovem os atos para banir os estrangeiros do país em busca da preservação de empregos.

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