Praticidade vence: 80% dos brasileiros compraram por aplicativos no último ano
Aplicativos se consolidaram como principal porta de entrada do consumo digital
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Comprar pelo celular deixou de ser alternativa e virou hábito. Em um cenário de rotinas cada vez mais aceleradas, os aplicativos de lojas ganharam protagonismo ao oferecer uma experiência simples, rápida e acessível — exatamente o que o consumidor brasileiro busca. É o que revela a pesquisa “Compras por aplicativos e redes sociais — 2025”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas.
De acordo com o levantamento, 80% dos brasileiros utilizaram aplicativos de lojas para comprar produtos ou serviços nos últimos 12 meses. O dado confirma que o app deixou de ser apenas um canal complementar e passou a ocupar o centro da jornada digital, especialmente entre consumidores que valorizam conveniência e economia de tempo.
Comprar sem sair de casa virou regra
A principal razão para a preferência pelos aplicativos é objetiva: praticidade e rapidez, citadas por 48% dos entrevistados. Em seguida aparecem melhores preços e ofertas (44%), com destaque entre o público feminino, além de não precisar sair de casa (38%) e facilidade de acesso (28%).
Esses fatores ajudam a explicar por que o app se tornou o ambiente preferido para compras recorrentes e de menor complexidade. Em poucos toques, o consumidor compara preços, finaliza o pagamento e acompanha a entrega, tudo sem fricção. A experiência fluida cria recorrência e reforça o hábito.
Moda, beleza e casa puxam o uso dos aplicativos
As categorias mais compradas por aplicativos refletem esse comportamento mais rápido e cotidiano. Artigos de vestuário lideram com 56%, seguidos por produtos de beleza, cosméticos e perfumes (44%) e itens para casa (41%), como eletrodomésticos, decoração e artigos de cama, mesa e banho. Eletrônicos e produtos de informática aparecem na sequência, com 30%.
São categorias em que o consumidor já tem familiaridade, confia no canal digital e valoriza a agilidade, muitas vezes impulsionado por promoções, cupons e notificações personalizadas enviadas pelos próprios aplicativos.
Apps como extensão da rotina
O crescimento do uso de aplicativos está diretamente ligado à frequência de compra online. A pesquisa mostra que 71% dos consumidores compram pela internet ao menos uma vez por mês, e os apps funcionam como extensão natural dessa rotina. Eles concentram histórico de pedidos, dados de pagamento salvos e comunicação direta com a marca, reduzindo etapas e aumentando a chance de recompra.
Nesse contexto, o aplicativo não é apenas um canal de venda, mas uma ferramenta de relacionamento, capaz de fidelizar o consumidor a partir da experiência acumulada.
O desafio para o varejo
O avanço dos aplicativos eleva o nível de exigência do consumidor. Quem compra por app espera estabilidade, clareza de informações, facilidade de navegação e poucos cliques até o checkout. Qualquer falha, lentidão, erro no pagamento ou informação confusa, compromete a experiência e empurra o cliente para o concorrente, muitas vezes com apenas um toque.
Para o varejo, o desafio é claro: investir em aplicativos funcionais, integrados ao estoque, à logística e ao atendimento, sem perder simplicidade. Em um mercado cada vez mais competitivo, não basta estar disponível no celular, é preciso funcionar bem todos os dias.
O app venceu pela conveniência
Os dados mostram que o consumidor brasileiro não escolheu os aplicativos por modismo, mas por eficiência. Eles entregam exatamente o que se espera do consumo digital: rapidez, controle e conveniência.
Em um ambiente onde o tempo se tornou um ativo valioso, vence quem facilita. E, em 2025, facilitar significa estar no bolso do consumidor — pronto para ser usado a qualquer momento.

