31 maio, 2026
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Qual a diferença entre resultado de uma ação social e o impacto que ela causa?

A maioria das entidades do Terceiro Setor do Brasil não sabe medir, nem diferenciar esses dois pontos do trabalho social realizado

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Qual a diferença entre resultado de uma ação social e o impacto que ela causa?

O mundo ESG está cada vez mais exigente com as entidades do Terceiro Setor no que se refere a dados. Grandes, pequenas e médias corporações querem comprovar, de forma concreta e segura, os resultados dos seus investimentos socioambientais. Entretanto, a maioria das instituições beneficiadas por esses investimentos não sabe medir, nem diferenciar o que é resultado da sua ação social e o impacto social que essa ação efetivamente causa na sociedade.

Para auxiliar essas entidades a organizar seus dados, a Paresi.Social criou uma ferramenta digital simples, segura e ágil para coletar, avaliar e medir o impacto social de qualquer projeto. “Especialmente para as entidades que prestam serviços sociais relevantes, a plataforma é uma ferramenta importantíssima e com acesso free para cadastro de um projeto único”, destaca Geovana Conti, CEO da Paresi.

No contexto ESG, o impacto social está diretamente ligado ao pilar “S” (Social) e se conecta com diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente o ODS 3 (Erradicação da Pobreza), ODS 4 (ducação Básica Universal), ODS 5 (Igualdade de Gênero), ODS 8 (Trabalho Decente) e ODS 10 (Redução das Desigualdades).

A mensuração do impacto social é o processo sistemático de coletar, analisar e interpretar dados sobre as mudanças geradas por uma intervenção social. Vai além de contar beneficiários ou listar atividades realizadas, pois busca entender o que mudou na vida das pessoas e em que medida essa mudança pode ser atribuída ao projeto em análise.

“São três aspectos básicos que muitos desconhecem, pois a mensuração envolve três dimensões: os outputs, que são os produtos, o que foi entregue, como número de pessoas atendidas, horas de treinamento e valor investido; os outcomes, que são os resultados do que mudou no curto ou médio prazo, como aumento de renda, melhorias nas notas escolares e empregabilidade; e o impact, que é a mudança de longo prazo que pode ser atribuída à intervenção, descontando o que teria acontecido sem ela”, explica Geovana.

Na prática, uma capacitação profissional promovida por uma empresa para a comunidade na qual está inserida pode ter como output “120 pessoas capacitadas”, como outcome “45 pessoas empregadas em até 6 meses” e como impacto “aumento médio de 35% na renda familiar dos participantes em relação ao grupo controle”.

Geovana afirma que medir o impacto social de ações como oferta e preenchimento de vagas afirmativas, ações de treinamento e segurança, como as semanas de CIPA, e ações de endomarketing, entre outras, são importantes para a sustentabilidade de qualquer empresa. E mais importante ainda para as entidades sociais que militam diariamente para transformar as vidas de tantas pessoas no Brasil. “As entidades que conseguem comprovar seus resultados e seu impacto social ganham na prestação de contas, na transparência e na captação de recursos. As empresas ganham na tomada de decisão, em escala e no compliance ESG”, afirma a CEO da Paresi.

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