23 set, 2026
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17% recebem links falsos e mostram como o golpe começa antes da fraude acontecer

28% dos consumidores sofreram tentativas de golpe

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Pagamento invisível e comércio agêntico redesenham jornada de compra no Fórum E-Commerce Brasil 2026

Antes de causar uma perda financeira, muitos golpes começam com uma mensagem aparentemente comum. Um link para concluir uma compra, atualizar um cadastro, pagar um produto ou aproveitar uma promoção pode ser a primeira etapa de uma fraude planejada para simular interações legítimas entre empresas e consumidores.

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostra que o envio de links falsos para pagamento de produtos foi a abordagem mais frequente entre as tentativas de golpe, mencionada por 17% dos consumidores.

O levantamento aponta que 28% dos entrevistados sofreram alguma tentativa de fraude financeira nos últimos 12 meses. Nas capitais brasileiras, isso representa cerca de 7,3 milhões de consumidores abordados por criminosos, mesmo sem que o golpe necessariamente tenha sido concluído.

Os números mostram que a fraude não começa apenas quando o dinheiro é transferido. Ela se inicia na tentativa de conquistar a confiança da vítima, reproduzindo elementos presentes na rotina de consumo digital.

Links falsos imitam etapas conhecidas da compra

O crescimento do comércio eletrônico, dos pagamentos digitais e do atendimento por aplicativos tornou links parte habitual da jornada de compra. Eles são usados para acessar ofertas, acompanhar pedidos, confirmar dados e realizar pagamentos.

É justamente essa familiaridade que os criminosos procuram explorar. Mensagens fraudulentas podem reproduzir nomes de empresas, identidades visuais, promoções, páginas de pagamento e até o tom de comunicação adotado por marcas conhecidas.

Quando o consumidor não consegue distinguir uma mensagem oficial de uma tentativa de golpe, qualquer contato comercial passa a ser recebido com maior desconfiança.

Além dos links falsos, a pesquisa identificou outras formas de aproximação. Boletos falsificados de contas de consumo, como energia elétrica e telefonia, foram citados por 9% dos entrevistados. Tentativas de indução a transferências via Pix por alguém se passando por conhecido apareceram em 6% dos relatos.

Prevenção começa antes do pagamento

Os dados reforçam que o enfrentamento às fraudes precisa ocorrer antes da concretização da transação. Para o varejo, isso envolve deixar claro quais canais são oficiais, como os links de pagamento são enviados e quais informações nunca são solicitadas ao consumidor.

Empresas também podem reduzir riscos ao manter sites e perfis atualizados, utilizar domínios facilmente identificáveis e evitar comunicações genéricas ou excessivamente urgentes, características frequentemente associadas a golpes.

Alertas sobre perfis falsos, mensagens suspeitas e páginas clonadas devem estar disponíveis em locais de fácil acesso. Quanto menos dúvidas o consumidor tiver sobre os procedimentos legítimos da empresa, menor será a margem para que criminosos se passem pela marca.

Desconfiança também pode impedir compras legítimas

O efeito dos links falsos não se limita às vítimas que realizam o pagamento. A repetição dessas abordagens cria resistência até mesmo diante de comunicações verdadeiras.

A pesquisa mostra que 49% dos consumidores desconfiam de contatos estranhos, enquanto 42% evitam preços muito abaixo do mercado ou sites desconhecidos. Esse comportamento pode aumentar o abandono de compras, prolongar a jornada e exigir mais validações antes da conclusão do pedido.

Em um ambiente no qual os golpes começam pela comunicação, transmitir segurança passa a ser parte da estratégia de vendas. Para o varejo, proteger o consumidor também significa garantir que uma mensagem legítima não seja confundida com mais uma tentativa de fraude.

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