Convocação da Seleção Brasileira transforma expectativa em venda de produtos temáticos
Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil mostra que 99,2 milhões de consumidores devem ir às compras durante a Copa do Mundo 2026
Créditos: Rafael Ribeiro / CBF
A convocação final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026 transforma a expectativa do torcedor em movimento concreto para o varejo. Com os nomes definidos, o Mundial ganha personagens, camisas, histórias e novas conversas nas redes sociais. Esse clima ajuda a impulsionar a procura por produtos ligados ao Brasil, como camisetas, bandeiras, bonés, adereços, decoração e itens para acompanhar os jogos.
De acordo com a pesquisa “Intenção de compras para Copa do Mundo 2026”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou contratar serviços para o período da Copa do Mundo. A estimativa é de que 99,2 milhões de consumidores movimentem o comércio durante a competição.
Entre os itens mais desejados, os produtos ligados diretamente ao visual da torcida aparecem com destaque. Vestuário, incluindo roupas, camisetas e uniformes específicos da Seleção Brasileira ou da Copa do Mundo, está nos planos de 61% dos entrevistados que pretendem consumir no período. Já adereços e decoração, como bonés, bandeiras e faixas, também devem ganhar espaço conforme os jogos se aproximam.
Convocação dá rosto ao consumo da Copa do Mundo
Depois da convocação, o consumidor passa a associar o torneio a jogadores, histórias, expectativas e possíveis ídolos. Esse componente emocional tende a impulsionar a procura por produtos temáticos, sobretudo aqueles que ajudam o torcedor a se sentir parte do evento. O movimento não se limita às grandes redes esportivas. Lojas de rua, comércios de bairro, shoppings populares, supermercados, marketplaces e pequenos empreendedores também podem aproveitar a demanda por itens mais acessíveis e de compra rápida.
A pesquisa mostra que o varejo físico terá papel central nessa jornada. Supermercados aparecem como destino de compra para 70% dos consumidores, enquanto lojas de rua ou de bairro são citadas por 33%. Embora esses canais sejam tradicionalmente associados a comida e bebida, eles também podem capturar parte da demanda por produtos temáticos, especialmente itens de decoração, acessórios e compras de última hora.
Além disso, o planejamento de compra tende a começar antes dos jogos. Quatro em cada dez consumidores, 44%, afirmam que costumam comprar itens para consumo, comida, bebida e adereços com até uma semana de antecedência, seja para aproveitar promoções, evitar filas ou garantir disponibilidade.
Oportunidade exige preço, estoque e timing
O potencial de consumo é relevante. O ticket médio estimado para os gastos extras durante a Copa do Mundo 2026 é de R$ 619, chegando a R$ 784 entre consumidores das classes A e B. Esse valor deve ser disputado por diferentes setores, de alimentos e bebidas a vestuário, eletrônicos, delivery, bares, restaurantes e serviços digitais.
No caso dos produtos temáticos da Seleção Brasileira, o desafio será equilibrar desejo e preço. A pesquisa aponta que 47% dos consumidores pretendem comprar produtos oficiais, motivados principalmente pela qualidade e durabilidade. Ao mesmo tempo, o alto custo ainda aparece como barreira para parte do público.
Esse cenário abre espaço para estratégias variadas: combos promocionais, produtos licenciados com diferentes faixas de preço, vitrines temáticas, ações nas redes sociais, kits para assistir aos jogos e campanhas ligadas aos jogadores convocados.
Com a lista definida, a Copa do Mundo deixa de ser apenas uma expectativa no calendário e começa a ganhar camisa, cor e consumo. Para o varejo, o aquecimento já começa antes do apito inicial.

