15 jun, 2026
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Além das consultorias: ecossistemas de negócios desafiam modelos tradicionais e ganham espaço entre PMEs

Empresas abandonam relatórios genéricos e apostam em soluções integradas com foco em execução e resultado real.

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Assimetria de responsabilidades desafia autogerenciamento

As consultorias empresariais, por décadas sinônimo de expertise externa, está passando por um processo de transformação. Diante de um cenário que exige respostas rápidas, personalização e execução prática, cresce no Brasil a adoção de modelos integrados: os chamados ecossistemas de negócios. A proposta desses modelos é simples, porém eficaz: ir além do diagnóstico e entregar soluções sob medida que conectem estratégia, tecnologia, marketing e gestão em ciclos ágeis.

Esse movimento não é marginal. O mercado de consultoria no país movimentou cerca de US$ 14,4 bilhões em 2021, representando 31% do faturamento da América Latina, segundo estudo da Euromonitor e da Associação Brasileira de Consultores (ABCO). Embora em crescimento, com alta de 14% naquele ano, contra 4,5% do PIB nacional, o modelo tradicional tem entregas teóricas, alto custo fixo e pouco envolvimento na implementação.

Nesse vácuo, surgem iniciativas como a straas.be, um ecossistema empresarial que se apresenta como alternativa prática ao modelo tradicional. A empresa oferece uma estrutura composta por quatro frentes integradas: estratégia e gestão (consultorias), tecnologia plug-and-play, marketing orientado a vendas e uma escola de liderança corporativa.

O fundador da empresa e ex-executivo da Ambev, Sidney Hamada, conta que o resultado do ecossistema é aceleração, mas o propósito que conecta todo o modelo é sabedoria, prosperidade e perenidade. Além de gerar crescimento, o modelo resolve demandas de ponta a ponta, atuando end-to-end, ou seja, da estratégia à execução, com entregas que conectam todas as áreas-chave da empresa.

“Empresas não precisam apenas de conselhos. Elas precisam de alguém que sente à mesa, faça um diagnóstico personalizado, ajude a decidir e execute junto, trazendo soluções para toda a empresa e não apenas um setor”, afirma Hamada.

Segundo o empresário, o grande diferencial está na capacidade de operar com squads multidisciplinares, entregando resultados mensuráveis em ciclos curtos. O formato também permite que pequenas e médias empresas tenham acesso a expertise sênior sob demanda, sem arcar com os custos de estruturas fixas. “É como ter um ‘Chief as a Service’ ao seu lado, sempre que necessário”, reforça.

Os dados confirmam que o público-alvo é promissor: mais de 84% das empresas de consultoria no Brasil são micro ou pequenas, de acordo com levantamento do Ipea e da Fundação Instituto de Administração (FIA). No entanto, muitas ainda operam de forma isolada, sem recursos para integrar tecnologia, análise de dados e execução estratégica.

Resultados na prática

Um exemplo recente vem da WK, empresa de Blumenau (SC) referência nacional no desenvolvimento de softwares de gestão. Ao adotar o modelo da straas.be, a WK integrou estratégia, marketing e tecnologia em um único plano de ação, obtendo ganhos rápidos em performance comercial e posicionamento de mercado.

“Nós já tínhamos um produto sólido e reconhecido, mas queríamos acelerar nossa presença em mercados estratégicos e otimizar a conexão entre planejamento e execução. O ecossistema nos trouxe clareza de prioridades e velocidade de entrega, alinhando todos os times em torno de indicadores claros de crescimento”, afirma Márcio Tomelin, Diretor de Produto e Mercado da WK.

Segundo Tomelin, o diferencial não está apenas na visão estratégica, mas na execução conjunta: “Ter especialistas atuando lado a lado com nossa equipe, orientando e, principalmente, implementando, fez toda a diferença para gerar resultados mensuráveis em poucos meses”.

Para especialistas, o modelo de ecossistema representa uma evolução natural das consultorias. “Hoje, quem se destaca não é quem faz o melhor diagnóstico, mas quem entrega impacto real. As PMEs perceberam que precisam de parceiros de crescimento, não apenas de pareceres. É necessário ir do planejamento à execução”, reforça Hamada.

Enquanto o mercado tradicional se reinventa, o caminho parece apontar para soluções mais orgânicas, integradas e focadas na execução. O futuro das consultorias podem não ser mais uma sala de reunião com apresentações em PowerPoint, mas uma equipe ágil, conectada, com metas claras e responsabilidade sobre o que entrega.

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