Movimento Varejo

Burocracia na hora de consumir é empecilho para 8 em cada 10 brasileiros

Por exigências de cadastros e burocracias com identidade, consumidores até desistem de compras e de descontos. Usar a biometria facial pode ser a solução.

Os brasileiros ainda sofrem com um entrave bem antiquado na hora de comprar bens e serviços: a complexidade para provar quem são. Soluções para agilizar o atendimento ao cliente e finalizar uma compra como biometria, que usa a identificação da digital, ou o reconhecimento facial – também chamada de biometria facial, ainda são pouco utilizadas por empresas de varejo e serviços.

A burocracia no consumo pode envolver a aquisição de um produto à troca de titularidade em contas domésticas já incomodou 81% da população. A necessidade de fazer um cadastro, por exemplo, foi a razão pela qual quase metade das pessoas (42%) já desistiram de fazer alguma compra.

Biometria facial ajudaria a comprar e resolver demandas
Além de desistir de comprar, 48% dos consumidores já pagaram mais caro em uma compra online porque desistiram de usufruir de um benefício de desconto porque ele estaria vinculado obrigatoriamente a fazer um novo cadastro em uma empresa.

O estudo revelou que 90% da população brasileira, se pudesse, resolveria tudo pela internet. Para 85% dos entrevistados é mais fácil resolver burocracias online. Outro dado que se destacou foi o da adesão dos brasileiros às tecnologias de identificação. Sete em cada dez brasileiros são a favor da utilização de formas digitais de identificação, como documentos digitais, biometria e reconhecimento facial, para acessar lojas ou serviços.

A pesquisa “Qual o custo de provar que você é você” foi realizada pelo Instituto Locomotiva a pedido da Unico, empresa de identidade digital. Das 1.561 pessoas que responderam ao levantamento, 61% afirmam já ter perdido dinheiro por causa da burocracia na hora de fechar uma compra.

Poder de crescimento da identificação digital
Os dados revelados pela pesquisa apontam para o enorme potencial de crescimento que segmentos como o varejo poderiam ter com o uso de tecnologias de identidade digital, como o reconhecimento facial e a biometria.

Essa é a aposta de Paulo Alencastro, vice-presidente da Único. “A adoção da ID digital em diversos setores da economia tem o potencial não apenas de tornar as transações mais seguras para pessoas e empresas, mas também de tornar mais simples a jornada de consumo, facilitando o acesso da população a bens e serviços”, resumiu.
Bancos, por exemplo, já entenderam que a identidade dos usuários é essencial para a segurança do acesso, e oferecem recursos tecnológicos para oferecer uma jornada com rapidez de serviços e facilidades digitais compatíveis com as camadas de segurança necessárias para proteger o consumidor, com a biometria facial e da digital em aplicativos, agências e caixas eletrônicos.

Segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, defende que a experiência de compra de bens e serviços seja mais simples e prática para os brasileiros. “O consumidor mudou e a experiência de compra tem o desafio de acompanhar essa mudança”, comentou.

Tempo é dinheiro e satisfação do consumidor
Oito em cada dez pessoas entrevistas afirmam que já perderam tempo ao ter que ir presencialmente contratar ou alterar um plano de consumo de telefonia. Já cada sete em dez afirmam que perderam dinheiro porque não conseguiram comprar, vender ou alugar um automóvel, por não portarem um documento de identificação na hora de realizar essa tarefa.

Foram entrevistados consumidores das classes A à D e com acesso à internet. Outras dificuldades em relações de consumo são:

  • 49% deixaram de trocar um produto por causa da obrigatoriedade de apresentar a nota fiscal no momento da troca;
  • 35% deixaram de receber ou retirar alguma mercadoria por não estarem com um documento de identificação físico;
  • 36% tiveram que ir presencialmente contratar ou alterar um plano de consumo de telefonia porque era necessário apresentar algum documento;
  • 34% deixaram de alterar a titularidade de uma conta de consumo (luz, água, telefonia, gás etc.) por falta de documentos.

Fonte: Consumidor Moderno

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