Movimento Varejo

Eduardo Melo Catão

Engenheiro mecânico formado pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Paraíba, Eduardo Melo Catão atuou na área somente três anos, na Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) de Paulo Afonso. Desde 1975, segue sua vocação e atua no comércio. Um dos pioneiros do sistema, é atualmente diretor da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e tem longa trajetória de atividades em defesa do setor varejista no estado de Pernambuco. Confira a seguir um pouco mais da sua história.

Qual é o seu negócio? Atuamos no ramo de confecções. Comecei com meu irmão, na década de 1970, e nunca saímos. Na época em que compramos a empresa, ela já era associada à CDL de Recife e foi assim que conheci a CNDL – e também nunca mais saí.

Quais são os desafios da sua área de atuação? No comércio, a gente encara desafios constantemente, principalmente num país como o Brasil, que vive entrando e saindo de crise. Lembro-me da época em que a inflação chegava a 80% ao mês e a gente tinha que atualizar os preços todos os dias. Aquela época já passou, mas não existe tranquilidade na nossa área. A carga tributária é muito grande, existem muitos problemas de burocracia, a cada dia tem uma norma nova, uma taxa nova. Quem não está bem atento a essas questões não consegue sobreviver.

Como começou sua história no Sistema CNDL? Comecei como 2º secretário na CDL Recife. Na mesma entidade, exerci mandatos de secretário, tesoureiro, vice-presidente e diretor de Produtos e Serviços. Em 1998, assumi meu primeiro mandato como presidente, o qual se estendeu por dois mandatos consecutivos. Eu estava presente, em 1998, na primeira reunião para formatar o SPC Brasil, que foi em Recife. Também estava presente na convenção nacional de 1999, que foi uma das maiores da nossa história. Aqui, temos a tradição dos bonecos de Olinda e, nessa convenção, lembro bem que fizeram um boneco meu, que era presidente da CDL Recife, do Carlos Destrito, presidente da CNDL, e do Paulo Maranhão, presidente da FCDL-PE. Convenções são momentos muito marcantes para o movimento lojista.

Qual é a importância de participar de uma entidade associativista? Acredito que agregar os lojistas da nossa cidade e do estado é fundamental para defender os nossos interesses. Por exemplo, aqui em Recife, a CDL tem uma atuação muito forte com as prefeituras. Até costumo dizer que somos uma secretaria sem custos. Estamos sempre atrás de benfeitorias para a cidade, buscando preservar e lutar pelo centro das cidades. Se precisar, vamos até o governador em busca de melhor estrutura, mais segurança. A cidade melhorando, o comércio melhora e acaba resultando em benefícios para toda a população.

Por que me tornei uma liderança? Sempre tive espírito empreendedor. Desde a infância, esse já era um ponto forte; sempre era representante de classe no ginásio, na faculdade. Assim, acho que, de forma natural, fui ocupando espaços de liderança. No Sistema CNDL, fui me envolvendo, participando de reuniões, encontros, e procuro me fazer presente nas principais discussões. Quando percebo, a coisa já está no meu colo e não tenho como negar.

Ser dirigente lojista para mim é… Motivo de orgulho. Orgulho de defender a classe, nossos empresários e nosso trabalho, em prol das nossas cidades e de todo o país.

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