Empregadores preferem trabalhador com experiência em IA
Dados do Google sobre América Latina mostram que, na hora da contratação, habilidade com a ferramenta tecnológica já pesa mais do que experiência profissional
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Os padrões de empregabilidade vêm mudando radicalmente na América Latina. Entre um candidato que não tem muita experiência, mas domina ferramentas de Inteligência Artificial, e outro que tem bastante vivência profissional, mas não é muito capacitado para o uso da IA, os empregadores da região têm escolhido a primeira opção.
Essa constatação foi divulgada por Lisa Gevelber, fundadora e vice-presidente do programa Grow with Google, em recente visita ao Brasil, onde participou de entrevista de vídeo na série Think with Google sobre o cenário tecnológico e profissional na região.
Gevelber afirmou que constatou um cenário de muito entusiasmo na América Latina em torno do uso de IA, especialmente no Brasil, México e Chile. Segundo a executiva, 57% dos profissionais nestes países afirmam que a IA já auxilia bastante na execução de tarefas no trabalho e esperam que o recurso os ajude ainda mais no futuro, poupando tempo em suas atividades profissionais.
Dados levantados pelo Google apontam que o interesse pela IA na América Latina vem aumentando e superando a adesão nos demais países do planeta. Globalmente, o emprego da IA por trabalhadores tem um índice de 74%, contra 81% na América Latina.
Brasil terá déficit de meio milhão de profissionais
Embora o interesse pelo uso da IA seja elevado na América Latina e valorizado pelos empregadores, existe um gap tecnológico na região. No caso específico do Brasil, o Google projeta que, ao longo dos próximos quatro anos, essa defasagem deve alcançar mais de meio milhão – 530 mil profissionais – de trabalhadores para as áreas de tecnologia.
Equipe de profissionais de tecnologia trabalhando em escritório moderno com várias telas de computador e iluminação adequada para atividades de programação e desenvolvimento de software.
Há falta de profissionais em áreas como cibersegurança, suporte de TI e data analytics. Para Gevelber, o caminho para preencher essas lacunas é a educação, o que vem levando o Google a oferecer cursos rápidos online – o que permite estudar nas horas livres – e com preços acessíveis para indivíduos e empresas.
A executiva do Google destacou, ainda, que um dos maiores desafios para preencher esse gap tecnológico e ajudar as pessoas em geral a usar os novos recursos é “aprender a usar a IA e aprender a usá-la bem”. É fundamental saber fazer o prompt (pergunta) certo e objetivo, de forma a obter as melhores respostas da IA generativa. A partir do prompt certo, é possível usar a IA a favor do trabalho, reduzindo tarefas repetitivas e liberando os profissionais para executar ações de mais alto nível, como o exercício de pensamento crítico e tomada de decisão.

