Tendências e Inovação

Geração Z: empreendedorismo, flexibilidade e propósito

“A Geração Z é super conectada, com bastante imediatismo – e até ansiedade – e tem muita informação. Com certeza, isso faz com que as companhias tenham que se adaptar para recebê-los”, avalia Rosemberg Macedo, especialista em Recursos Humanos e diretor de Operações da Allis Soluções, divisão de trade e varejo do Grupo GPS.

As empresas precisam mesmo compreender as mudanças comportamentais da Geração Z – formada pelas pessoas nascidas entre 1995 e 2010 –, especialmente com relação ao mercado de trabalho. Só para ter uma ideia, se para as gerações anteriores o salário era a principal motivação para escolher e se manter no emprego, para essa geração o que a faz optar por aquele trabalho e se manter nele é uma combinação de remuneração com oportunidade de aprendizado.

Segundo a pesquisa FEEx – FIA Employee Experience 2021, que também estudou os profissionais da Geração Z, 37% visam oportunidades de aprendizado, enquanto apenas 14% valorizam mais remuneração e benefícios. Realizado em 2021, o estudo avaliou mais de 180 mil profissionais de várias faixas etárias de 290 empresas.

Esses jovens profissionais também estão sempre em busca de oportunidades melhores: 8% dos entrevistados já se candidataram a uma vaga de emprego em outra empresa, sendo um índice 33% maior do que os outros grupos etários; e 3% afirmaram que na ocasião participavam de um processo seletivo em outra organização.

Isso impacta, obviamente, no tempo de permanência desses profissionais dentro das empresas. A Geração Z pode sair mais rápido que outras gerações: enquanto 6% de todos os trabalhadores pesquisados buscam uma saída voluntária mais imediata (em até 1 ano), isso acontece para 11% do total daqueles que têm até 22 anos de idade. Além disso, quando perguntados sobre se aposentar naquele emprego, apenas 23% dos trabalhadores da Geração Z têm essa expectativa. Considerando todos os colaboradores avaliados, 39% esperam se aposentar nas empresas que atuavam.

“Temos um novo cenário e ambiente, e as empresas precisam ter uma série de competências e atratividades para receber os profissionais da Geração Z. Isso envolve flexibilidade – de horário e local de trabalho –, sociabilização da equipe – e mesmo em tempos de home office, preferem que os encontros sejam presenciais – e até alinhamento dos valores sociais, políticos e econômicos”, alerta Macedo.

Lideranças preparadas e atentas
O ponto positivo é que toda essa flexibilidade dá lugar à criatividade e empreendedorismo, segundo o diretor da Allis. Cabe às empresas criar um ambiente híbrido de trabalho e momentos e canais de trocas entre as equipes; e oferecer estímulos e desafios, o que passa pela adoção de tecnologias e até de estratégias de gamificação e dinâmicas de redes sociais. Além disso, espaços mais descontraídos e coloridos e reuniões mais curtas e objetivas também ajudam na produtividade.

“As lideranças devem estar preparadas para estes profissionais que buscam mais desafios e são mais inconformados e questionadores. Isso deve se refletir, inclusive, nos modelos de treinamento desses jovens, oferecendo um volume maior de informação, menos tempo de sala de aula e gamificando os cenários todos, gerando engajamento e atratividade deles”, sugere Rosemberg Macedo.

Para o especialista, o varejo deve, justamente, ouvir estes jovens profissionais e, com isso, poder se comunicar e atender as necessidades e desejos dos novos consumidores, que estão cada vez mais digitais, impulsivos e arrojados.

“Os empreendedores devem estar abertos para ouvir os profissionais da Geração Z, porque sempre vem ideias incríveis, e aproveitá-los para validar e homologar os conteúdos para sites, aplicativos e redes sociais, garantindo que tudo seja interativo e engaje a audiência”, ensina o diretor de Operações.

Com informações do Consumidor Moderno.

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