Movimento Varejo

Jefferson Cidrão Massilon

Jefferson Cidrão Massilon costuma dizer que nasceu varejista. Neto e filho de lojistas, esse cearense, nascido em Tauá, no Sertão dos Inhamuns, viu e viveu a família tocar o comércio de móveis, eletrodomésticos e distribuição de gás (GLP) de cozinha desde o início dos anos 1960.

Em meados de 1985, iniciou sua própria trajetória. Como a família, abriu um estabelecimento de móveis e eletrodoméstico em Parambu (CE). Mais tarde, resgatou o negócio de distribuidora de GLP, nas cidades de Tauá, Parambu e Boa Viagem. Hoje, além de dono de uma concessionária de motos, atua como revendedor de combustíveis em dois postos.

Com essa veia empreendedora, tocou os negócios com sucesso, mas nunca deixou de se colocar como cidadão. Desde sempre se envolveu em diversas causas e movimentos associativistas que o levaram, finalmente, a conhecer o espírito das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs). Hoje, depois de ter ajudado a criar a CDL Tauá, o lojista se orgulha de ter passado por todas as instâncias do Sistema CNDL. A Varejo s.a. foi atrás do empresário para conhecer um pouco sobre suas ideias e trajetória.

Como o senhor, que é um empresário que atua em diversas áreas, analisa o momento do varejo?

Como todo varejista, sinto que, nos últimos anos, temos sofrido com um movimento econômico adverso, mas temos seguido firmes, até porque o atual momento inspira confiança no futuro e na reconstrução dessa grande nação.

Como surgiu seu interesse pela CDL?

Sempre procurei dedicar parte do meu tempo às instituições da sociedade civil. Em nossa cidade e região, fui venerável de loja maçônica, presidente por dois períodos da Associação Comercial de Tauá e fundador do Rotary. Quando tomei conhecimento do trabalho realizado pelas CDLs, minha adesão foi quase automática. Estive no grupo que fundou a CDL Tauá e fui o terceiro presidente a comandar a instituição.

Que lembrança tem desse tempo?

Em nossa gestão, trabalhamos firmemente para consolidar e dar credibilidade à instituição. Construímos nossa sede própria, realizamos, em pleno sertão, uma das mais elogiadas Convenções do Comércio Lojista do Ceará, entre outras realizações.

Depois o senhor seguiu para a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE).

Sim! Recebi o convite para integrar a diretoria da FCDL-CE e, mais recentemente, para meu orgulho, tive a incumbência de compor a diretoria da CNDL [Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas], integrando o Conselho Superior e apoiando as ações do presidente, José César da Costa.

Como avalia a CNDL?

Estamos retornando da 29ª Convenção do Comércio Lojista do Ceará, realizada com êxito total na região do Vale do Cariri. Além da expressiva participação dos lojistas da região, pudemos perceber a importante participação da diretoria da CNDL, bem como de presidentes das FCDLs. Essas instituições são fundamentais para a integração do sistema cedelista e para gerar informação, debate e confiança para o varejo brasileiro.

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