Opinião

O ‘celular como serviço’ muda a forma de se consumir smartphones

Por Stephanie Peart*

A assinatura de serviços digitais, como Netflix e Spotify, já faz parte da vida da maior parte das pessoas. Em um futuro próximo o modelo de assinatura vai ser tão ou mais comum para situações antes inimagináveis. Do café que a pessoa toma à roupa que veste, passando por produtos de supermercado, tudo poderá ser assinado. O modelo as a service, tão comum quando o assunto é tecnologia, está apenas começando em outros segmentos – inclusive o de telefones celulares. Sim, a partir de agora, as pessoas podem ter acesso a smartphones de ponta todos os anos, acompanhando a evolução dos aparelhos graças à chegada do conceito de Phone as a Service, ou Celular como Serviço, no país.

Sua proposta é trazer as vantagens da economia compartilhada a um segmento sedento por um modelo de negócio inovador: a assinatura de smartphones “como novos” (usados que passam por um processo de recertificação). Um levantamento da Juniper Research, por exemplo, indica que o mercado global de bens físicos por assinatura deve saltar de US$ 64 bilhões em 2020 para US$ 263 bilhões em 2025 – ou seja, quatro vezes mais em apenas cinco anos. No caso dos celulares, a lógica é bem simples: o usuário paga um plano mensal que dá direito a um dispositivo de ponta. Depois de um ano, pode trocar novamente de aparelho ou até fazer um upgrade para uma opção melhor.

Além disso, esse formato permite que o usuário não tenha somente um celular de ponta, mas também diferentes serviços agregados, como proteção com seguro e assistência técnica. Portanto, não se trata de um “aluguel” de equipamento, mas a oportunidade de ter um produto completo em mãos pagando uma mensalidade fixa e acessível. A proposta é justamente facilitar o acesso da população a aparelhos que normalmente não teriam condições de adquirir.

Aqui no Brasil, estimativas apontam que as pessoas trocam de celular a cada dois anos, ainda que a maioria dos dispositivos dure de três a seis anos – alguns tendo sobrevida de até dez anos! A proposta do Phone as a Service pretende justamente distribuir melhor os celulares no mercado nacional. Há espaço considerável para que os aparelhos sejam compartilhados a mais usuários, garantindo que todos tenham acesso a smartphones poderosos. Afinal, aquele dispositivo que não serve para alguém pode ser transformador para outra pessoa – o que torna a tecnologia bem mais acessível.

Essa é a ideia por trás da “economia circular” de smartphones. Os aparelhos “como novos” oferecidos por assinatura entregam as mesmas funcionalidades e experiência do que aqueles recém-lançados. Há uma importância sustentável, já que reduz a quantidade de lixo eletrônico, mas também social, ao promover um consumo mais consciente. Hoje, por exemplo, estima-se que apenas 10% dos brasileiros compram aparelhos usados, mas com o Phone as a Service, esse percentual certamente deve subir nos próximos anos. É uma consequência direta da contratação de serviços e produtos com pagamentos recorrentes: está remodelando a forma como as pessoas consomem e lidam com seus bens.

Ter um smartphone em mãos é mais do que obter um simples acessório. De fato, é uma ferramenta cada vez mais essencial na vida dos brasileiros. Para muitos, é a única forma de se conectar à Internet. Além disso, proporciona momentos de lazer, praticidade no dia a dia, maior facilidade nas tarefas de trabalho e até mesmo no processo de aprendizado em sala de aula. O acesso à conectividade tem o poder de transformar a sociedade.

Com o Phone as a Service, ou Celular como Serviço, alcançar esse objetivo fica muito mais fácil e prático.

Sejam bem-vindos à era dos serviços.

*Stephanie Peart é head na Leapfone, pioneira no conceito de Phone as a Service no Brasil.

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