O papel da Reforma Trabalhista no ambiente de negócios é tema no VII Fórum Nacional do Comércio
Especialistas e parlamentares analisam avanços, desafios e perspectivas das relações de trabalho no Brasil
O VII Fórum Nacional do Comércio, promovido pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), seguiu na manhã desta quarta-feira (22) com o painel “Reforma Trabalhista: o contexto atual e os impactos no ambiente de negócios”, que discutiu os efeitos da legislação sobre o mercado de trabalho, a competitividade das empresas e o equilíbrio nas relações entre empregadores e empregados.
Participaram do debate o advogado Alessandro Dessimoni, que mediou o painel, a juíza do Trabalho Luziene Silva Carvalho Farias, do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, e os deputados federais Luiz Gastão e Joaquim Passarinho, este último também presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).
Um novo cenário nas relações de trabalho
A Reforma Trabalhista, sancionada em 2017, completou sete anos em meio a um cenário de transformações profundas no mercado de trabalho brasileiro. O painel buscou avaliar os impactos práticos da legislação e discutir quais ajustes ainda são necessários para que o país consiga conciliar segurança jurídica, geração de empregos e modernização das relações laborais.
“A gente precisa ter muita atenção com o Poder Judiciário, mas também precisa se preocupar com o Legislativo e o Executivo, com os nossos representantes, com quem a gente vota, porque são essas pessoas que vão elaborar as leis que o Judiciário vai aplicar e que todos nós seremos obrigados a cumprir”, afirmou Luziene Silva Carvalho Farias, juíza do Trabalho.
Nesse contexto, a reforma é vista não apenas como uma mudança pontual, mas como parte de um processo mais amplo de adaptação da legislação a um mercado cada vez mais dinâmico e tecnológico.
Segurança jurídica e competitividade
Entre os principais pontos discutidos estiveram a necessidade de garantir previsibilidade e simplificação para empregadores, além de fortalecer a confiança entre empresas e trabalhadores. A segurança jurídica permanece como um dos fatores decisivos para o aumento de investimentos e a formalização de empregos.
O deputado Luiz Gastão destacou que o Congresso tem papel fundamental na revisão de pontos sensíveis da legislação, de modo a preservar direitos sem comprometer o ambiente de negócios. “Precisamos de um ambiente em que o diálogo entre empresários, trabalhadores e governo. País que cresce gera melhores empregos e isso passa por um sistema trabalhista equilibrado e moderno”, disse o parlamentar.
O deputado Joaquim Passarinho enfatizou que a modernização das leis deve caminhar lado a lado com a proteção social e a produtividade. “É preciso continuar aprimorando o modelo para garantir que a geração de empregos não venha acompanhada de precarização”, observou o presidente da FPE.
Desafios da nova economia
A expansão da economia digital e das plataformas de serviços trouxe novos desafios à legislação trabalhista tradicional. O crescimento do trabalho remoto, híbrido e autônomo demanda modelos contratuais mais flexíveis, capazes de equilibrar produtividade, inovação e proteção social.
Os debatedores também enfatizaram que a evolução do trabalho no Brasil depende de educação profissional, políticas públicas de inclusão e de um ambiente regulatório menos burocrático, capaz de responder rapidamente às transformações tecnológicas e demográficas.
O painel reforçou que a construção de um mercado de trabalho moderno, justo e eficiente passa por um diálogo contínuo entre poder público, Judiciário, setor produtivo e trabalhadores.
Realizado pela CNDL, o VII Fórum Nacional do Comércio conta com o apoio do Sebrae, Caixa, BRB, MEMP, Contabilizei e SETUR-DF, e tem como objetivo fortalecer o diálogo entre o setor produtivo e o poder público.
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