Painel sobre inteligência artificial e presença digital destaca novo horizonte para os negócios no Fórum Nacional do Comércio
Representantes do governo e da iniciativa privada discutem o impacto das tecnologias emergentes na transformação do comércio e dos serviços
A primeira sessão da tarde do VII Fórum Nacional do Comércio, promovido pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), colocou em pauta um dos temas mais estratégicos da atualidade: a inteligência artificial e a transformação digital dos negócios.
O painel “Presença digital e inteligência artificial redefinindo as fronteiras dos negócios” reuniu especialistas do setor de tecnologia e parlamentares que lideram a agenda de regulação da IA no Congresso Nacional.
Mediado pelo gerente executivo da CNDL, Daniel Sakamoto, participaram da discussão Paulo Henrique Dargam, líder de gestão de soluções para clientes da AWS (Amazon Web Services); Luiz Moncau, gerente de Relações Governamentais do Google Brasil; Victória Luz, estrategista de IA; e o senador Eduardo Gomes, relator do Projeto de Lei de Inteligência Artificial no Senado.
Transformação digital e novos modelos de negócio
O painel explorou como a digitalização se tornou fator decisivo para a competitividade empresarial e para a sustentabilidade de longo prazo do varejo e dos serviços. Com consumidores cada vez mais conectados e exigentes, as empresas precisam investir em presença digital estruturada, integração de dados e personalização de experiências, áreas em que a inteligência artificial vem desempenhando um papel transformador.
“Como a gente consegue atender à expectativa do cliente moderno? Se não for por meio da inteligência artificial, não tem como. Esse é o tipo de dor em que a IA consegue atuar e resolver, garantindo que a gente continue competitivo a longo prazo”, destacou Victória Luz, estrategista de inteligência artificial.
Os participantes destacaram que a IA já está presente em operações de logística, atendimento, marketing e precificação, mas que o verdadeiro diferencial competitivo está na capacidade das empresas de interpretar dados com ética, segurança e propósito.
“A inteligência artificial não é um bicho de sete cabeças; ela está à disposição de todos, e a gente pode começar imediatamente”, reforçou Paulo Henrique Dargam, da AWS, ao defender que a adoção tecnológica deve ser gradual, mas constante.
Regulação e responsabilidade no uso da IA
Além dos avanços tecnológicos, o debate também abordou a necessidade de um marco regulatório equilibrado, que garanta segurança jurídica sem limitar a inovação. Os parlamentares ressaltaram que o Projeto de Lei da Inteligência Artificial, atualmente em discussão no Congresso, busca estabelecer princípios de transparência, governança e responsabilidade para o uso das tecnologias, tanto no setor público quanto no privado.
“O comércio, antes de tudo, é um espelho da vida nacional. É no balcão, na loja, na feira e, hoje, nas plataformas digitais que sentimos, em tempo real, os reflexos da economia, da confiança do consumidor e das políticas públicas”, afirmou o senador Eduardo Gomes, relator do PL da IA, ao enfatizar a importância de que a regulação acompanhe a realidade do mercado.
A presença simultânea de representantes do Legislativo e de gigantes da tecnologia simbolizou o esforço de construir um ambiente de cooperação entre governo e empresas para promover inovação responsável, um tema cada vez mais urgente diante da velocidade das transformações digitais.
“A IA é muito importante pra não ser regulada, mas também é muito importante pra não ser mal regulada”, ponderou Luiz Moncau, do Google Brasil, destacando que o país precisa de uma legislação que incentive a inovação e garanta segurança jurídica para empresas e cidadãos.
IA e competitividade no comércio e serviços
No setor de comércio e serviços, a inteligência artificial tem potencial para aumentar a eficiência operacional, aprimorar a gestão de estoques, melhorar o relacionamento com clientes e criar novos modelos de fidelização.
Estudos recentes apontam que empresas que utilizam IA de forma estratégica já registram ganhos de produtividade e redução de custos, além de maior precisão na tomada de decisão.
Ao abrir espaço para o tema dentro do Fórum, a entidade reforça seu compromisso em preparar o varejo brasileiro para o novo ciclo tecnológico. A presença de lideranças políticas e representantes de empresas globais reforça a importância de discutir a IA não apenas como ferramenta de inovação, mas como pilar estratégico de competitividade e desenvolvimento econômico.
Promovido pela CNDL, com apoio do Sebrae, Caixa, BRB, MEMP, Contabilizei e SETUR-DF, o VII Fórum Nacional do Comércio se consolida como o principal espaço de interlocução entre o poder público e o setor produtivo no país.
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