Movimento Varejo

Os 4 problemas mais comuns na logística de e-commerce

O e-commerce ganhou força em 2020, com um faturamento 47% maior no primeiro semestre deste ano em relação a 2019, segundo pesquisa da Ebit/Nielsen, feita em parceria com a Elo.  As vendas online bateram recorde na Black Friday. O faturamento do e-commerce somou R$ 4 bilhões, considerando quinta e sexta-feira, 27, um aumento de 25,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com o aumento expressivo das compras online em tão pouco tempo, os problemas logísticos gerados pelo pouco conhecimento em gestão de e-commerce apareceram. Visando ajudar os lojistas em como resolver os problemas mais comuns no varejo, Stefan Rehm, CEO da Intelipost, empresa líder em tecnologia inteligente para logística e Frederico Menegatti, CEO da Getrak, maior provedora de tecnologia para rastreamento da América Latina, separaram algumas dicas importantes para quem deseja ter sucesso no e-commerce.

Processos logísticos online
“Diferente do que acontece no varejo físico, toda a gestão de estoque, reposição, venda, pré-venda e pós-venda, são processos realizados pela internet e muitas vezes de forma automatizada. Os problemas surgem justamente quando os lojistas não conseguem diferenciar que cada forma de vender necessita de estratégias e ferramentas específicas. Quando falamos de e-commerce, ter a visibilidade total dos processos, além de uma comunicação integrada e atualizações em tempo real ao seu alcance tornam-se grandes diferenciais para a qualidade do serviço oferecido. Assim, é necessário entender e aderir a tecnologias que simplificam os processos para que os problemas possam ser solucionados com mais agilidade”, comenta Stefan.

Atraso de entregas
Apesar do e-commerce no Brasil ter acelerado bastante o seu desenvolvimento em 2020, quando falamos de otimização e experiência de compra, a realidade ainda é desafiadora. E isso se deve a diversos fatores, desde erros de planejamento de estoque, ineficiência na gestão de frete e transporte, para citar alguns.

“Nesse caso, o ideal é sempre buscar alternativas inteligentes, ágeis e que mudem este cenário para ajudá-los a se preparar para o próximo período de muitas compras online. Além disso, é preciso entender o mercado para o qual você está vendendo, o Brasil é um país de território muito extenso, com dificuldades peculiares. Não adianta tratar a entrega nacional de forma única, é essencial segmentar e trabalhar regionalmente com a realidade que cada cidade ou Estado necessita”, conta o CEO da Intelipost.  

Segurança no transporte dos produtos
Segundo dados divulgados pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), em parceria com a empresa Tracker, o segundo quadrimestre deste ano apresentou uma redução de 18,82% das ocorrências de roubo e furto em relação ao mesmo período do ano passado, onde foi registrado uma diminuição de 27,10%. Porém, a pandemia do COVID-19 impulsionou as vendas pela internet e esse número até o final do ano com certeza sofrerá alterações.

De acordo com Frederico Menegatti, CEO da Getrak, maior provedora de tecnologia para rastreamento da América Latina, uma das alternativas para corroborar com a redução desses crimes de cargas em época de alta demanda como a Black Friday, por exemplo, está no investimento de dispositivos de rastreamento. ”O final do ano é considerado a época onde mais ocorre esses incidentes nas estradas nacionais e mesmo que se tenha registrado uma redução, com esse número pode aumentar consideravelmente já que a expectativa que mais pessoas irão comprar pela internet. Ao apostar em tecnologias inovadoras para o segmento logístico, é possível evitar que ocorra maiores prejuízos, e ainda ter informações importantes quanto ao status da mercadoria, podendo tranquilizar o consumidor final”, explica.

Monitoramento do trajeto
“Outro ponto está ligado ao monitoramento do trajeto a ser percorrido. O consumidor final quer saber onde está o seu produto e sabemos o quanto isso é importante, mas ainda mais essencial é garantir que o condutor esteja seguro, independentemente do local. Por isso, há no mercado ferramentas que permitem acompanhar em tempo real a locomoção da carga, interpretar situações de roubo ou furto e, assim, agir de forma assertiva diante do crime, disponibiliza alertas caso o condutor precise acionar a central de rastreamento, seja por ter percebido alguma ação suspeita no caminho e até mesmo caso ele não se sinta bem. Essa comunicação constante e a telemetria têm sido imprescindíveis para garantir que as entregas sejam precisas e dentro do prazo combinado, proporcionando mais informações sobre as rotas realizadas, a condução dos motoristas e, até mesmo, o consumo de combustível”, finaliza Frederico.

Compartilhe:
Relacionadas
Movimento Varejo

Uso inteligente de estacionamentos de shoppings deve seguir como tendência

Ociosos durante pandemia, estacionamentos foram palco de criatividade para novos negócios e formas de rentabilizar esse espaço. Compartilhe:
Movimento Varejo

Logística reversa: 10 ações que reduzem as devoluções no e-commerce

Segundo dados de uma recente pesquisa da Ebit|Nielsen, atualmente quase 30% das compras online são devolvidas ou trocadas no Brasil. Compartilhe:
Movimento Varejo

Preferência por marketplaces deve crescer

O uso dos marketplaces tende a crescer ainda mais: 58% dos consumidores que não usam este tipo de sites/apps declaram que nos próximos anos vão começar a usar; e 64% dos consumidores atuais destes sites/apps afirmam que o seu uso deve aumentar. Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.