17 jul, 2024
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Retail Tech Trends: impactos das tecnologias no consumo

O mundo está se transformando mais rapidamente do que nunca. Os avanços tecnológicos crescendo e as marcas precisarão se acostumar as mudanças para seguirem no mercado.

O mundo está se transformando mais rapidamente do que nunca. Os avanços tecnológicos crescendo e as marcas precisarão se acostumar as mudanças para seguirem no mercado. Um exemplo da rapidez das transformações é a internet móvel: o 5G ainda nem está estabelecido, e o 6G já está em desenvolvimento.

O impacto da tecnologia no consumo foi tema de discussão ontem (14) durante o LRS – Latam Retail Show 2022, evento latino-americano de varejo e consumo B2B que termina hoje (15). Mediado por Karen Cavalcanti e Ricardo Contrera, sócios da Mosaiclab, o painel contou com a participação de Nina Dragone, chefe de Vendas e Desenvolvimento da Meta; Pedro Maia, chefe de Experiência da plataforma física da Americanas S.A.; e Cláudio Baumann, diretor-geral para a América Latina da Akamai.

A dupla de mediares apresentou um estudo realizado pela Mosaiclab que identificou as tecnologias que estão mudando o varejo. O mapeamento foi feito baseado em área de aplicação da tecnologia, o quanto ela está pronta para ser utilizada e na associação com o ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

“As áreas de aplicação destacadas no estudo são logística, jornada do consumidor, fabricação, segurança e finanças. Já para avaliar o quanto a tecnologia está pronta, se dividiu as transformações em 9 níveis, do menos ao mais pronto para ingresso no mercado”, explicou Karen Cavalcanti.

Em logística, alguns exemplos mais esperados para o futuro são a entrega interplanetária (nível 3/9) e o 6G (nível 4/9). “Já para falar de algum serviço mais preparado, existe o Sensor de Imagem Hiperespectral, que identifica algo não visível a olho nu em alimentos, como mofos, por exemplo. Esse serviço já está no nível mais avançado de desenvolvimento (9/9)”, relata Ricardo Contrera.

Passando para jornada do consumidor, um exemplo muito procurado são as skins de jogos, ou itens NFTs (ambos em nível 9/9). “O foco atual da jornada do consumidor é a imersão no conteúdo, como interagir com o produto, saindo apenas do reativo e proativo para o imersivo”, acrescenta a sócia do Mosaiclab.

Participantes do painel sobre Retail Tech Trends

Em fabricação, temos como exemplos a refabricação para diminuir custos (nível 9/9) e impressões 4D em metamaterial – material produzido artificialmente – (nível 6/9). “Nesse último caso, posso exemplificar com um sapato que diminua o salto, quando você está dançando”, disse a sócia da Mosaiclab.

Quanto a segurança, o foco no momento é a segurança de pagamentos e de dados. A inovação mais recente neste ponto são os browsers que não podem ser rastreados (nível 8/9).

No campo das finanças, os negócios já podem criar suas próprias moedas, a fim de gerar fidelidade (nível 9/9, já em operação total). “Por exemplo, uma bebida do Starbucks seria cobrada em “Estrelas Starbucks” em qualquer lugar do mundo”, explica Contrera.

Além disso, existem os preços adaptativos (nível 9/9). “O Uber é um exemplo claro: quando chove, o preço aumenta. Mas estamos falando aqui de uma etiqueta virtual que varia o preço dependendo do horário ou da época do ano, sem precisar de mexer em nada (na tecnologia)”, conta Karen.

Para conseguir se adaptar a essas transformações, a dupla da Mosaiclab separou algumas dicas para o público. São elas:

  • Observe outros segmentos;
  • Faça parcerias com startups;
  • Mantenha pensamento novos em pontos de contato;
  • foque em inovação sustentável.

Marca conectada
Nina Dragone, da Meta – empresa dona do Instagram e do Facebook – falou sobre a era da marca conectada. “Hoje, se conecta muito facilmente com outras marcas, pessoas e tecnologias. Para isso, devemos buscar personalizar nosso ambiente em IA – Inteligência Artificial, construir storytelling ricos e usar o Machine Learning”, apontou.

No Brasil, esta conectividade entre consumidor e marca é ainda mais relevante. Os brasileiros são o povo que passa mais tempo conectado no mundo, segundo pesquisas da Meta. “No nosso país, são mais de 5 horas por dia em média no celular. O Whatsapp é o aplicativo mais utilizado”, contou a chefe de Vendas e Desenvolvimento da Meta.

A IA entra com uma poderosa ferramenta para personalizar a experiência de cada usuário/cliente. “Os gostos para cada usuário são diferentes, então o feed de cada pessoa é diferente. Confiamos na tecnologia para levar as melhores alternativas para cada pessoa, aumentando nossos resultados”, justifica Dragone.

Para a divulgação das empresas, a especialista da Meta aponta as tecnologias mais estratégicas. “Considero de suma importância os mecanismos de personalização, através de IPI, objetivos e automação; as superfícies de engajamento, através de criadores de conteúdo/vídeos, um dos pontos mais utilizados no Brasil; ferramentas de conversão e publicidade para melhorar os anúncios e o trabalho de bots e gerar melhor satisfação; e por fim, ferramentas de mensuração e otimização”.

Segurança
O impacto da competição de mercado na segurança de dados ofertada pelas empresas também foi abordado no painel. Cláudio Baumann, da Akamai, acredita que os negócios muitas vezes aceleraram os processos para sair na frente na competição, sem ter o mesmo nível de cuidado com a segurança de dados e navegação nos canais digitais.

“Por melhor que o trabalho seja, 90% dos consumidores ainda buscam novas marcas, novos sites. Essa competição faz com que 32% dos varejistas acelerem o processo, mesmo ele não apresentando 100% de segurança. O fato é que isso gera margem para os cibercriminosos, e o varejo se tornou a vertical mais procurada por eles para os seus ataques”, afirmou o diretor-geral.

A Akamai trabalha justamente para combater esses ataques. Com atuação internacional, a empresa conta com mais de 360 mil servidores espalhados pela Terra e representa 30% do tráfego global na internet. “A Akamai evitou 7,56 bilhões de ataques em 2022. Esses ataques estão piores e mais difíceis de combater, mas não estamos falando isso para os comerciantes ficarem com medo, apenas para que saibam desse risco e que se coloque tudo na balança”, disse Baumann.