Movimento Varejo

Serviços de data center devem crescer 16% em 2022

A pandemia aumentou a demanda por serviços de armazenamento de dados na nuvem; em 2025, a Frost & Sullivan acredita que o setor terá um crescimento de 22% nos ganhos

A pandemia acelerou consideravelmente a demanda por serviços tecnológicos avançados para atender às necessidades dos consumidores brasileiros. Exemplo disso são as vendas por meio de comércio eletrônico, que cresceram 41% em 2020, segundo a pesquisa Webshoppers da Ebit/Nielsen. “As empresas, até mesmo os restaurantes, aderiram em massa à venda por meios eletrônicos para poder se sustentar e continuar com sua receita nesse período de crise”, aponta Renato Pasquini, vice-presidente (VP) de Pesquisa de Mercado da Frost & Sullivan.

Consequência direta desta digitalização em massa do comércio, o mercado de serviços de data center no Brasil aumentou 21,5% em 2020. Boa parte desse crescimento foi devido ao serviço de co-location, que é a venda de espaço e energia para hospedar a infraestrutura de tecnologia de uma empresa em data center.

As informações foram apresentadas por Renato Pasquini no ‘Webinar ABDI – Data Centers no Brasil: Oportunidades e Desafios’, evento online realizado na última semana.

Cloud computing
Segundo Pasquini, as empresas têm optado por terceirizar o serviço para um data center externo à empresa ou para um provedor de nuvem. “Os objetivos dessa mudança são: ter maior segurança, maior redundância, maior confiabilidade e uma taxa de serviço maior, que chega a 99,9% nas empresas terceirizadas”, explica o vice-presidente.

Dados da pesquisa “Latin-America Cloud User Survey” mostra que há uma grande evolução do uso de nuvem pública, com previsão de 50% da demanda total de infraestrutura em 2025. “A gente vê uma adoção massiva da parte de cloud computing. Todas as aplicações modernas, sites de comércio eletrônico estão migrando para plataformas de computação em nuvem”, afirma Pasquini.

Espera-se que em 2022 a receita dos serviços de computação em nuvem cresçam 16%, segundo a Frost & Sullivan. Ainda conforme a pesquisa, a projeção é que esse número aumente gradativamente até 2025, quando os ganhos devem aumentar 21,7%.

“Ainda há muita margem de crescimento, mas existem fatores restritores de desenvolvimento do mercado de serviços (de data center). A gente precisa olhar no detalhe, e fazer a quebra de cada item para entender o que pode ser feito para melhorar esse cenário via políticas públicas, num trabalho conjunto em busca de soluções”, diz Pasquini.

Além de “derrubar” os restritores, o vice-presidente aponta outras oportunidades de crescimento para o armazenamento de dados no Brasil:

• Apoiar o crescimento hyperscales de co-location – capacidade de uma arquitetura de data center ser redimensionada para responder à demanda crescente;

• Descentralização e convergência tecnológica, incluindo regiões fora de São Paulo e Rio de Janeiro na oferta;

• Desenvolvimento de ferramentas de automação e AIOps (Inteligência Artificial para Operações de TI).

“Se a gente quer ter carro autônomo, transportes de mercadorias por drones e cidades totalmente inteligentes, é preciso implementar a computação em borda. Muitos especialistas do setor ainda estão reticentes ou ainda não conseguem enxergar o que está por vir. Mas a gente pode garantir que isso realmente vai revolucionar a forma como a gente opera. Essa demanda vai explodir após 2023”, finalizou Renato Pasquini.

*Estagiário sob supervisão de Fernanda Peregrino, editora da Varejo S.A.

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