03 set, 2026
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7 erros de líderes iniciantes que podem comprometer o desempenho das equipes

Especialista aponta falhas frequentes na transição para cargos de gestão e explica como evitá-las no dia a dia

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7 erros de líderes iniciantes que podem comprometer o desempenho das equipes

Nem toda promoção vem acompanhada de um manual de instruções para lidar com pessoas, conflitos e decisões do dia a dia. Embora o desempenho técnico seja um dos fatores que impulsionam profissionais a cargos de liderança, a função exige competências que vão além da execução de tarefas. Para enfrentar essa realidade, mais da metade das empresas cria cargos intermediários voltados à sucessão executiva, transformando essas posições em verdadeiros laboratórios de liderança, segundo levantamento da Robert Half.

Apesar desse movimento para acelerar a formação de novos gestores, assumir uma posição de liderança pela primeira vez pode trazer dificuldades. “Mesmo quando há uma preparação prévia, a transição para a liderança exige uma mudança real de postura. Muitos profissionais chegam ao cargo com excelente capacidade técnica, mas ainda precisam desenvolver habilidades ligadas à comunicação, delegação e gestão de equipes”, afirma Angel Monteiro, coordenadora de DHO da Runtalent, empresa de soluções digitais especializada em recrutamento de profissionais de tecnologia.

O especialista aponta sete erros que costumam surgir no início da jornada de liderança e algumas práticas que podem ajudar a evitá-los:

1. Centralização de decisões

Um dos erros mais recorrentes é a dificuldade em abrir mão do controle sobre tarefas e decisões. Esse comportamento costuma estar ligado à insegurança e à crença de que a supervisão constante garante melhores resultados. No dia a dia, isso reduz a autonomia da equipe e limita o desenvolvimento dos profissionais.

Dica: delegar com clareza de objetivos e indicadores de resultado, acompanhando as entregas sem interferir em cada etapa da execução.

2. Falta de escuta ativa

Ao assumir uma posição de liderança, alguns profissionais concentram seus esforços em direcionar a equipe e acabam dedicando pouco tempo para ouvir os colaboradores. A falta de escuta pode fazer com que problemas passem despercebidos, reduzir o engajamento e dificultar a construção de um ambiente de confiança.

Dica: criar espaços para ouvir a equipe, incentivar a troca de ideias e demonstrar interesse genuíno pelas percepções e sugestões dos colaboradores.

3. Comunicação pouco clara

A falta de alinhamento sobre metas, prioridades e contexto estratégico pode gerar retrabalho, dúvidas e perda de produtividade. Quando as expectativas não são bem comunicadas, a equipe tende a atuar de forma desalinhada.

Dica: comunicar expectativas de forma objetiva e garantir que todos compreendam não apenas o que deve ser feito, mas também por que determinada atividade é importante.

4. Foco excessivo em tarefas operacionais

Profissionais recém-promovidos tendem a permanecer concentrados na execução das atividades que dominavam anteriormente. Com isso, acabam dedicando menos tempo à gestão e ao desenvolvimento da equipe.

Dica: reservar espaço na agenda para acompanhar o desempenho do time, oferecer direcionamento e apoiar o crescimento dos colaboradores.

5. Evitar conflitos e feedbacks difíceis

Na tentativa de preservar um ambiente harmonioso, alguns líderes deixam de abordar problemas de desempenho ou comportamento. A longo prazo, isso pode gerar insatisfação, dificultar correções de rota e até afetar os resultados da equipe.

Dica: encarar conversas difíceis como parte natural da liderança e oferecer feedbacks de forma clara, respeitosa e construtiva.

6. Dificuldade em estabelecer limites profissionais

A proximidade excessiva com a equipe pode dificultar decisões mais firmes e comprometer a percepção de autoridade. O desafio é encontrar equilíbrio entre acessibilidade e profissionalismo.

Dica: manter uma relação próxima e aberta ao diálogo, sem perder de vista os papéis e responsabilidades de cada um dentro da equipe.

7. Querer ter todas as respostas

Alguns líderes iniciantes acreditam que precisam demonstrar domínio absoluto sobre todos os assuntos para conquistar respeito. Esse comportamento pode limitar a troca de conhecimento, dificultar a inovação e aumentar a pressão sobre o próprio gestor.

Dica: valorizar a colaboração, ouvir diferentes perspectivas e reconhecer quando é necessário buscar apoio ou informações adicionais.

“Liderança exige sobretudo humanidade. O desempenho da equipe depende da capacidade do gestor de orientar pessoas, desenvolver talentos e criar um ambiente favorável aos resultados”, conclui a especialista.

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