10 jun, 2026
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88% das vítimas tentam resolver fraudes e preferem negociar direto com empresas

Consumidor busca solução imediata após golpes e prioriza contato com instituições e empresas em vez de canais formais de denúncia

Envato
88% das vítimas tentam resolver fraudes e preferem negociar direto com empresas

Diante do aumento das fraudes financeiras no Brasil, o consumidor tem adotado uma postura cada vez mais ativa para tentar minimizar os danos causados pelos golpes. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 88% das vítimas de fraude buscaram alguma forma de solução após o incidente.

O dado revela que, além do impacto financeiro, os golpes desencadeiam uma corrida imediata por reparação e, nesse processo, as empresas e instituições financeiras surgem como principal ponto de apoio para o consumidor.

Entre os caminhos adotados pelas vítimas, 31% optaram por negociar diretamente com a instituição envolvida, índice superior ao dos que registraram boletim de ocorrência (26%) ou entraram em contato com operadoras e intermediadores de pagamento (24%).

Consumidor busca solução onde acredita haver resposta mais rápida

A preferência pela negociação direta sugere uma percepção pragmática por parte das vítimas: diante da urgência do problema, muitos consumidores enxergam nas empresas a via mais rápida e efetiva para bloquear cobranças, contestar transações, recuperar valores ou interromper efeitos da fraude.

Na prática, isso amplia o papel do atendimento e do suporte empresarial no enfrentamento às fraudes, mesmo quando a origem do golpe não está necessariamente sob responsabilidade direta da companhia.

O dado também reforça uma mudança importante para o varejo e para empresas que operam no ambiente digital: o pós-venda passa a ser parte essencial da percepção de segurança da marca.

Em um cenário em que golpes frequentemente simulam compras legítimas, clonam páginas comerciais ou usam o nome de empresas conhecidas para enganar consumidores, a capacidade de oferecer suporte rápido e canais oficiais bem estruturados pode influenciar diretamente a confiança do público.

Mais do que resolver problemas, empresas passam a desempenhar papel central na contenção de danos e na preservação da relação com o cliente após episódios de fraude.

Atendimento se torna peça-chave na construção de confiança

O avanço dos golpes está transformando o atendimento ao consumidor em um ativo estratégico para retenção e reputação. Processos ágeis de contestação, comunicação clara sobre canais oficiais, orientação preventiva e resolução eficiente de incidentes podem fazer diferença na percepção de segurança associada à marca.

Em um ambiente em que a fraude se tornou experiência recorrente para milhões de brasileiros, o consumidor tende a valorizar cada vez mais empresas que demonstram capacidade de resposta quando algo dá errado.

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