29 jul, 2026
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Aplicativos ganham papel estratégico na jornada de compra no Fórum E-Commerce Brasil 2026

Eitri apresenta soluções para mobile commerce e defende que varejistas observem o comportamento do consumidor antes de apostar apenas em novas tecnologias

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Aplicativos ganham papel estratégico na jornada de compra no Fórum E-Commerce Brasil 2026

O avanço da digitalização ampliou o número de canais disponíveis para o consumidor, mas também elevou o padrão de experiência esperado nas compras online. No Fórum E-Commerce Brasil 2026, os aplicativos aparecem como uma das ferramentas utilizadas pelo varejo para fortalecer o relacionamento, estimular a recorrência e manter um canal próprio instalado no dispositivo mais presente na rotina do cliente: o celular.

Durante o evento, a Eitri apresenta uma nova geração de soluções para mobile commerce e demonstra o programa App Growth, voltado à aquisição, ao engajamento e à retenção de usuários em aplicativos de e-commerce. A proposta acompanha uma mudança na função desses canais. Mais do que reproduzir a loja virtual em uma tela menor, os aplicativos passam a reunir recursos de personalização, fidelização, comunicação direta e integração com as operações físicas e digitais.

Em entrevista exclusiva ao portal Varejo S.A., conduzida por Daniel Sakamoto, gerente executivo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Vinícius Nastri, sócio da Eitri responsável pela área comercial, analisou a maturidade digital do varejo e as mudanças no comportamento de compra.

Segundo o executivo, o varejista brasileiro evoluiu de maneira significativa nos últimos anos, em parte pela necessidade de manter as operações durante a pandemia. O período acelerou a adoção do comércio eletrônico e fez com que muitas empresas percebessem que os canais físicos e digitais poderiam atuar de forma complementar.

Hoje, pequenos, médios e grandes negócios encontram uma oferta mais ampla de ferramentas para estruturar suas operações. O desafio, entretanto, passa a ser escolher e conectar corretamente sistemas como ERP, plataforma de e-commerce, aplicativo, meios de pagamento e soluções de logística.

A tecnologia está mais acessível, mas a disponibilidade de ferramentas não garante, por si só, uma estratégia digital eficiente.

Consumidor compara experiências de setores diferentes

No ambiente mobile, a concorrência também deixou de acontecer apenas entre empresas do mesmo segmento. A experiência oferecida por uma loja é comparada com aplicativos de delivery, bancos, plataformas de streaming e outros serviços digitais utilizados diariamente.

“Hoje, o consumidor não compara mais a experiência de compra de uma loja apenas com seus concorrentes diretos. Ele compara com os melhores aplicativos que utiliza diariamente, como plataformas de delivery, streaming e serviços digitais. Isso exige uma nova geração de soluções, capazes de entregar uma experiência realmente competitiva e impulsionar o crescimento dos negócios”, afirma Guilherme Martins, cofundador da Eitri.

Essa comparação pressiona os varejistas a reduzir etapas, melhorar a navegação e tornar a descoberta dos produtos mais contextual. Em vez de depender apenas de uma barra de busca, o canal precisa ser capaz de apresentar itens de acordo com o histórico, o momento e as necessidades de cada consumidor.

Para Nastri, o aplicativo se diferencia por estar associado a uma relação mais próxima com a marca. Como permanece instalado no celular, pode ser utilizado para estimular recorrência, oferecer conteúdos personalizados e integrar benefícios que não se limitam à conclusão imediata de uma venda.

Desenvolvimento próprio ou plataforma pronta?

A construção de um aplicativo também envolve escolhas de custo, prazo e flexibilidade. Em um extremo, o desenvolvimento interno ou realizado por uma software house permite maior personalização, mas exige investimentos elevados e períodos mais longos de implantação.

No outro, modelos padronizados de software como serviço facilitam o acesso, especialmente para empresas de médio porte, mas podem limitar a evolução da experiência.

A solução apresentada pela Eitri busca combinar essas duas abordagens. A plataforma funciona no modelo SaaS, mas permite que o varejista personalize e desenvolva a experiência do canal sem assumir toda a complexidade técnica de um aplicativo criado do zero.

O objetivo é permitir que a empresa concentre seus esforços na estratégia, na experiência do usuário e na integração com os demais canais, enquanto a estrutura tecnológica sustenta atualizações e crescimento da operação.

IA acompanha comportamento, mas não resolve tudo

A inteligência artificial também está presente nas discussões sobre o futuro dos aplicativos. Entre as possibilidades estão recomendações mais contextualizadas, buscas conversacionais e agentes capazes de apoiar a escolha de produtos.

Nastri, porém, alerta para o risco de tratar a tecnologia como resposta automática para todos os problemas do varejo. “A IA não resolve tudo”, resume.

Na avaliação do executivo, as empresas precisam observar primeiro como o consumidor está mudando e, a partir disso, definir quais tecnologias fazem sentido. O principal movimento não está necessariamente em uma ferramenta específica, mas na passagem de uma jornada baseada na busca ativa para uma experiência na qual o produto adequado é apresentado ao cliente dentro de determinado contexto.

Essa transformação aproxima o mobile commerce do chamado comércio agêntico, no qual sistemas de inteligência artificial passam a participar da descoberta, da comparação e da decisão de compra. Ainda assim, a aplicação precisa ser consultiva e orientada a problemas concretos, evitando investimentos guiados apenas pela popularidade da tecnologia.

O Fórum E-Commerce Brasil 2026 conta com apoio institucional da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e tem o portal Varejo S.A. como media partner oficial.

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