30 jul, 2026
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Conteúdo passa a definir quais marcas são recomendadas por IAs no Fórum E-Commerce Brasil 2026

Executivo da Quality Digital explica por que SEO, personalização e organização de dados precisam funcionar de forma integrada na nova jornada de compra

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Conteúdo passa a definir quais marcas são recomendadas por IAs no Fórum E-Commerce Brasil 2026

O conteúdo publicado pelas marcas deixa de servir apenas para atrair visitantes aos canais digitais. Com o avanço das buscas conversacionais e dos agentes de inteligência artificial, páginas de produtos, avaliações, comparativos e guias passam a influenciar também quais empresas serão compreendidas, citadas e recomendadas aos consumidores.

A mudança foi abordada por Vinicius Teixeira, diretor de Growth e Performance da Quality Digital, durante palestra no Fórum E-Commerce Brasil 2026. Para o executivo, empresas que ainda tratam SEO, produção de conteúdo e hiperpersonalização como iniciativas separadas perdem parte do conhecimento gerado durante a jornada de compra.

“Durante muito tempo, o mercado enxergou conteúdo como uma ferramenta de aquisição. Hoje, a mesma arquitetura de conteúdo determina se uma marca será recomendada por plataformas de IA e, ao mesmo tempo, fornece informações para personalizar toda a experiência de compra. São estratégias que passaram a depender da mesma base”, afirma.

Pesquisas, dúvidas, comparações e avaliações feitas em ambientes guiados por IA revelam não apenas o produto procurado, mas também o contexto, o interesse e a intenção do consumidor. Essas informações podem orientar recomendações, vitrines digitais, CRM, relacionamento e conversão.

Uma pessoa que pede sugestões para uma viagem em família, por exemplo, não busca necessariamente um item específico. A ferramenta interpreta a situação, identifica possíveis necessidades e apresenta alternativas consideradas adequadas. Para participar dessa recomendação, a marca precisa manter informações claras, estruturadas e compreensíveis pelas plataformas.

SEO se expande para novos ambientes de descoberta

Durante a apresentação, Teixeira defendeu que SEO, AEO, GEO e AIO formam uma estratégia integrada.

O SEO mantém sua função de garantir visibilidade nos mecanismos tradicionais de busca. O AEO, ou Answer Engine Optimization, organiza o conteúdo para responder perguntas em interfaces conversacionais. O GEO, Generative Engine Optimization, aumenta as chances de uma marca ser compreendida, citada e recomendada por motores generativos.

Já o AIO, Agentic Intelligence Optimization, prepara as informações para agentes capazes de interpretar conteúdos, comparar produtos e executar ações ao longo da jornada.

“SEO, GEO e hiperpersonalização deixaram de ser iniciativas independentes. Quando cada área trabalha isoladamente, a empresa perde eficiência porque produz conhecimento que não circula entre as operações. O conteúdo passa a exercer um papel estratégico para todo o negócio e não apenas para a geração de tráfego”, explica Teixeira.

Nesse cenário, descrições incompletas, dados contraditórios e catálogos desorganizados podem limitar a presença da marca nas respostas geradas por IA, mesmo quando seus produtos são compatíveis com aquilo que o consumidor procura.

Tráfego originado em IA chega mais próximo da compra

Os dados apresentados indicam que as visitas originadas em plataformas de inteligência artificial apresentam maior proximidade com a decisão de compra.

Segundo informações da Adobe Analytics citadas na apresentação, sessões iniciadas pelo ChatGPT registram conversão 31% superior à do tráfego orgânico proveniente de buscas sem marca. Levantamento da Similarweb aponta crescimento de 357% nas referências enviadas por chatbots. Já estudo da Visibility Labs indica que essas sessões geram 10,3% mais receita por visita.

A participação do tráfego de IA na receita orgânica dos e-commerces também avançou de 1,48% para 2,2% em poucos meses. O movimento sugere que, embora esse canal ainda esteja em desenvolvimento, seus usuários chegam às lojas digitais com intenção mais definida.

Compra pode terminar no ambiente de busca

Em entrevista exclusiva ao portal Varejo S.A., Teixeira citou o Universal Commerce Protocol, anunciado pelo Google, como um dos movimentos que aproximam descoberta, recomendação e pagamento. A tecnologia permitirá concluir compras diretamente na página de resultados, reduzindo a necessidade de o consumidor percorrer diferentes sites e etapas até chegar ao checkout.

Essa evolução acompanha o desenvolvimento de agentes de inteligência artificial capazes de pesquisar produtos, comparar alternativas e realizar compras em nome dos usuários. Para o varejo, isso exige que conteúdo, catálogo, estoque, preço e condições comerciais estejam organizados para serem interpretados corretamente pelas ferramentas.

“É essencial entender quanto conhecimento cada interação produz sobre o consumidor e como essa informação pode melhorar todas as próximas decisões da operação”, finaliza Teixeira. Com a descoberta de produtos avançando sobre buscadores generativos, plataformas conversacionais e agentes inteligentes, o conteúdo deixa de ser apenas um ativo de marketing. Ele passa a compor a infraestrutura necessária para que uma marca seja encontrada, compreendida e considerada nas novas jornadas digitais.

O Fórum E-Commerce Brasil 2026 conta com apoio institucional da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e tem o portal Varejo S.A. como media partner oficial.

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