29 jul, 2026
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Creators recorrentes concentram 90% das vendas por influência, aponta estudo divulgado no Fórum E-Commerce Brasil

Pesquisa da Pilea Labs analisou 4,4 milhões de pedidos e R$ 935 milhões em vendas de mais de 160 marcas brasileiras

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Creators recorrentes concentram 90% das vendas por influência, aponta estudo divulgado no Fórum E-Commerce Brasil

Mais do que contratar influenciadores conhecidos para campanhas pontuais, manter uma comunidade ativa de creators pode ser o principal fator para transformar influência em vendas recorrentes. Uma pesquisa da Pilea Labs mostra que 90% das vendas geradas por esse canal vêm de criadores que mantêm um relacionamento contínuo com as marcas.

O estudo, divulgado durante a semana do Fórum E-Commerce Brasil 2026, analisou o desempenho de mais de 160 marcas entre julho de 2025 e junho de 2026. Ao todo, foram avaliados 4,4 milhões de pedidos, que somaram R$ 935 milhões em vendas de diferentes segmentos do comércio eletrônico.

A Pilea Labs, patrocinadora do evento, desenvolve uma plataforma integrada aos e-commerces para gerenciamento de programas de creators e afiliados. Os dados utilizados na pesquisa são proprietários e foram analisados de forma anonimizada.

O Fórum E-Commerce Brasil 2026 conta com apoio institucional da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e tem o portal Varejo S.A. como media partner oficial.

Além da recorrência, o tamanho e o amadurecimento da comunidade também influenciam os resultados. Segundo o levantamento, empresas que ampliam suas bases de influenciadores e afiliados podem gerar até 4,2 vezes mais vendas.

A frequência de pedidos originados por um creator recorrente e engajado pode ser até 8,5 vezes maior do que a registrada por novos participantes da comunidade. Esses perfis também respondem pela maior parcela do faturamento gerado pelo canal.

“O mercado de influência do futuro é rentável, escalável e previsível, com dados. O Brasil é o segundo maior país da creator economy do mundo, atrás apenas dos EUA. Temos 4,4 milhões de influenciadores no Instagram. Faltava uma pesquisa que mostrasse as especificidades do mercado nacional. Temos agora um retrato coerente do mercado D2C brasileiro, mostrando o que há de comum nas marcas que mais crescem”, diz Armando Nader, cofundador da Pilea Labs.

Influência cresce acima do e-commerce na Black Friday

A diferença ficou mais evidente durante a Black Friday de 2025. No período, as vendas geradas pelo canal de influência cresceram 180%, resultado 2,4 vezes superior ao avanço do e-commerce brasileiro.

As marcas que contrataram novos creators registraram crescimento de 98% nas vendas totais durante a Black Friday. Entre as empresas que reduziram esse investimento, a alta foi de 40%.

O ticket médio das compras geradas por influenciadores permaneceu praticamente estável, enquanto o mercado apresentou queda. O estudo identificou ainda um volume maior de produtos por pedido nas vendas originadas por creators e afiliados.

“Entendemos a liberação desta pesquisa proprietária como caminho para cumprir nosso propósito de construir e desenvolver parâmetros para o mercado de influência no Brasil”, afirma Victor Ramalho, head de RevOps da Pilea. “Esses dados também dão suporte para uma postura ainda mais ativa na construção de estratégias e resultados de nossos clientes”, reforça.

Outro dado indicado pelo levantamento é que uma base de creators pode levar aproximadamente quatro meses para amadurecer. Na prática, empresas que pretendem utilizar o canal na Black Friday de 2026 precisam começar antes do período promocional a selecionar, testar e desenvolver o relacionamento com esses profissionais.

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