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Em Uberlândia, 48% das mulheres são a principal fonte de renda da família

Uma pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Uberlândia, realizada com mais de 100 mulheres, revelou que 48% delas assumem o papel de principal renda familiar. Além disso, o estudo apontou que 15% das entrevistadas são donas do próprio negócio na cidade.

Ainda de acordo com a pesquisa, 45% das entrevistadas concluiu ensino médio e 37% possui graduação completa, mas apenas 18% ocupam cargos de liderança e gestão. Os dados ainda mostram que 37% atuam na área de vendas ou marketing e 30% no setor administrativo, técnico ou operacional.

Há nove meses, a pedagoga Eugenia Maria de Oliveira Cruz resolveu mudar o rumo da sua vida. Largou o emprego na escola em que trabalhava para se dedicar a um empreendimento próprio.

Estava insatisfeita com a profissão. Eu já fazia artesanato e fiz essa migração. Fiz uma pesquisa de mercado e vi que existia um leque para eu trabalhar. Com isso, pesquisei, fiz cursos e comecei a produzir roupas de mesa .

Segundo Eugênia, no início a transição foi difícil, principalmente por ter que deixar para trás o salário de professora, que era fixo e já garantido, para se aventurar no mundo do empreendedorismo.

Mas é só questão de organização, de disciplina para que as coisas aconteçam da forma como tem que acontecer. Por exemplo, saber quanto posso comprar de material para poder produzir e para vender em valor mais acessível. Ou seja, comprar em atacado. Organizar meu tempo para produção, porque sou eu que corto, costuro, embalo, faço a rede social, vendo e entrego .

O retorno está sendo dentro do planejado por Eugênia, que realiza suas vendas pelas redes sociais através do perfil Oliver Roupa de Mesa, no Instagram. Na escola, trabalhando como professora, meu salário era de R$ 1,8 mil. Hoje, no começo, eu consigo fazer de R$ 2 mil a R$ 3 mil por mês. Quase dobrei meu salário trabalhando por conta .

Chefe de Casa
Aos 31 anos, a enfermeira homecare, Gleicinária Aparecida Moreira, é a responsável pela renda da casa onde ela mora com a filha de nove anos de idade. Divorciada desde que a filha tinha 1 ano, ela relata como é adaptar a vida de mãe com a profissional.

É muito corrido. Eu chego cansada e ainda tenho que arrumar casa, arrumar as coisas dela, ajudar nas tarefas e ainda arrumar tempo para cuidar de mim, para dar conta de trabalhar nesse ritmo .

Gleicinária trabalhava em um hospital da cidade, mas devido à pandemia, acabou perdendo o emprego e teve que correr atrás de outro serviço para conseguir manter o sustento da casa. Não podia faltar no serviço. Quando as coisas apertaram eu precisei trabalhar em dois empregos, era uma correria. Era vê-la e ir pro serviço. A minha profissão não é bem valorizada e às vezes tinha que trabalhar em dois ou três empregos .

Atualmente, Gleicinária trabalha como enfermeira homecare, atendendo pacientes em casa e, sem carteira assinada, recebe pouco mais de R$ 100 por plantão. O pai da filha ajuda com R$ 300, o que, segundo ela, é pouco para manter o custeio das coisas da criança. Pago o apartamento, condomínio, energia, supermercados, roupas e sapatos, medicamentos e aula de taekwondo. É muito puxado .

Apesar das dificuldades, Gleicinária encontra forças na religião para seguir em frente. Tenho muita fé desde criança. Busco forças em Deus pra viver como um Grande Pai que cuida de mim, e sempre cuidou .

Incentivo
Para fomentar ainda mais o empreendedorismo feminismo, a CDL realiza ações de incentivo para o público feminino. Uma das atividades é a Dica de Negócios que é uma consultoria e assessoria jurídica gratuita que esclarece dúvidas de mulheres empreendedoras, que já são 44% do quadro societário das empresas associadas.

Atendemos gratuitamente de forma presencial e online. É uma hora de consultoria na área em que a empreendedora tem um pouco mais de dúvida ou que ela precisa adquirir um pouco mais de experiência. Tudo para que as empresas tenham suporte e, com isso, expandir seu negócio , explicou a superintendente da CDL, Lecia Queiroz.

Fonte: Diário de Uberlândia

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