29 jul, 2026
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IA amplia eficiência no SEO, mas não substitui estratégia, mostra debate no Fórum E-Commerce Brasil 2026

Wicomm apresenta a plataforma Ártemis e defende o uso da tecnologia para automatizar processos sem transformar a experiência digital em commodity

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IA amplia eficiência no SEO, mas não substitui estratégia, mostra debate no Fórum E-Commerce Brasil 2026

Em um cenário de maior cautela nos investimentos, a inteligência artificial ganha espaço no comércio eletrônico como ferramenta para reduzir tarefas manuais, acelerar análises e ampliar a produtividade das equipes. No Fórum E-Commerce Brasil 2026, a Wicomm apresenta a Ártemis, plataforma voltada à automação de operações de SEO e tráfego orgânico.

A solução reúne análises, relatórios, automações e agentes inteligentes em um mesmo ambiente. A proposta é transformar processos que dependem de trabalho manual em fluxos escaláveis, permitindo que as equipes identifiquem oportunidades e tomem decisões com maior rapidez.

Em entrevista exclusiva ao portal Varejo S.A., conduzida por Daniel Sakamoto, gerente executivo da CNDL, Felipe Coelho, CEO da Wicomm, analisou os desafios do comércio eletrônico brasileiro e alertou que a inteligência artificial, sozinha, não resolve os problemas de vendas das empresas.

O lançamento ocorre em um momento no qual, segundo Coelho, as empresas estão mais conservadoras diante das incertezas econômicas e da dificuldade para prever o comportamento do crédito e do consumo. Para o executivo, essa pressão leva os varejistas a buscar mais resultados com estruturas e orçamentos limitados. Nesse contexto, a IA pode contribuir para ampliar a capacidade de entrega dos times sem aumentar os recursos na mesma proporção.

“A inteligência artificial vem mudando a forma como as empresas trabalham dados, identificam oportunidades e tomam decisões estratégicas. Com a Ártemis, reunimos tecnologia e inteligência para tornar as operações de SEO mais eficientes e preparadas para uma nova realidade do mercado digital”, afirma o CEO.

Tecnologia não corrige estratégia ruim

Apesar dos ganhos de produtividade, o executivo alerta para a expectativa de que a inteligência artificial seja capaz de resolver, isoladamente, os problemas comerciais das empresas.

“Tem muita empresa achando que a IA vai resolver o problema dele de venda e não vai”, afirma. Segundo Coelho, os melhores resultados aparecem quando a tecnologia é aplicada a uma necessidade específica, como otimizar processos, aprofundar análises ou apoiar estratégias de aquisição.

Ele também reconhece que os impactos ainda variam entre empresas e segmentos. Algumas operações alcançam ganhos mais significativos, enquanto outras não apresentam o mesmo desempenho, exigindo testes, acompanhamento e ajustes.

A Ártemis reúne iniciativas que já eram utilizadas pela consultoria e agora passam a funcionar por meio de um agente acessível aos clientes. Dessa forma, as empresas conseguem executar parte das atividades sem depender diretamente da equipe da Wicomm em cada etapa.

A plataforma integra um conjunto de soluções de inteligência artificial aplicadas a áreas como SEO, Business Intelligence, tecnologia e experiência do usuário. No caso do tráfego orgânico, a intenção é reduzir o tempo gasto na coleta e organização de informações, liberando os profissionais para a interpretação dos dados e o planejamento das ações.

Experiência humana continua como diferencial

Na avaliação de Coelho, as empresas brasileiras de maior porte já reconhecem a necessidade de manter uma operação digital. Isso não significa, entretanto, que todos os seus processos estejam integrados ou tenham alcançado o mesmo nível de maturidade.

O desafio passa a ser aprimorar a operação existente, conectando tecnologia, aquisição de tráfego, conversão e relacionamento com o consumidor.

Ao mesmo tempo, a disseminação das ferramentas de IA pode tornar produtos, campanhas e experiências cada vez mais parecidos. Por isso, o executivo considera que o uso da tecnologia precisa ser acompanhado de diferenciação e contato humano.

As empresas que utilizarem a IA para impulsionar resultados e otimizar atividades tendem a ganhar eficiência. Já aquelas que preservarem uma experiência própria e um atendimento capaz de gerar conexão com o consumidor podem evitar que suas ofertas sejam percebidas apenas como mais uma opção semelhante no mercado.

O Fórum E-Commerce Brasil 2026 conta com apoio institucional da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e tem o portal Varejo S.A. como media partner oficial.

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