20 jul, 2024
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Vendas do varejo devem registrar aumento nominal nos próximos meses

As vendas do varejo devem registrar aumento nominal nos próximos três meses. Os mais recentes dados do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo), elaborado com base nas projeções feitas pelas empresas associadas do instituto e apurado pela EY, projetam aumento de 6,7% em setembro, 6,2% em outubro e 6,9% em novembro, sem descontar a inflação, na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Previsões do IDV são de alta de 6,7% em setembro, 6,2% em outubro e 6,9% em novembro

As vendas do varejo devem registrar aumento nominal nos próximos três meses. Os mais recentes dados do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo), elaborado com base nas projeções feitas pelas empresas associadas do instituto e apurado pela EY, projetam aumento de 6,7% em setembro, 6,2% em outubro e 6,9% em novembro, sem descontar a inflação, na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Em agosto, a variação nominal registrada no varejo foi de 5,5% em relação ao mesmo mês de 2021. O índice, no entanto, está em declínio desde abril.

Para o futuro, alguns fatores que podem influenciar o varejo são a instabilidade política devido às eleições e a redução de impostos em diversas categorias de produtos. “O IAV tem antecipado com certa precisão o que é efetivamente realizado pelo varejo com três meses de antecedência”, afirma Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV.

Projeção real
Quando descontado o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), a projeção real para o varejo é de queda de 1% em setembro de 2022 e 0,7% em outubro e uma leve alta de 0,5% em novembro, sempre em relação aos mesmos meses do ano anterior. Em agosto, também em termos reais, houve queda de 3,2% em relação ao mesmo mês de 2021.

No IAV setorial, quatro dos seis segmentos do varejo apresentaram variação positiva: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (22,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (20,6%), tecidos, vestuário e calçados (14,0%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,7%). Os setores de material de construção e de móveis e eletrodomésticos apresentaram variação negativa de 1,4% e 3,0%, respectivamente.

Para os próximos três meses, todos os setores do varejo apresentam perspectivas de aceleração do crescimento, sendo este crescimento decrescente para os setores de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria e de material de construção.

Mês da Black Friday
Em relação às projeções por setor, nos dados divulgados para agosto, foram apresentados os resultados das primeiras projeções para novembro, justamente o mês da Black Friday, que tem grande importância para o varejo, com destaque especial para o setor de móveis e eletrodomésticos, que projeta crescimento nominal de 7,5% em novembro.

Esse setor sinaliza uma retomada do fôlego no início do quatro trimestre de 2022, com projeção também positiva para outubro em 13,1%, após forte período de retração ao longo do ano.

“O cenário macroeconômico complexo vem melhorando nos últimos meses, porém alguns desafios têm se mantido. As previsões do PIB vem frequentemente sendo revisadas para cima, enquanto a inflação recua. Com a massa salarial se expandindo, a confiança do consumidor aumentando e o desemprego caindo, o cenário para o final do ano se mostra um pouco mais favorável. Porém, como fatores negativos ainda temos o cenário de inadimplência e o alto custo do crédito às famílias”, explica o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo.

Fonte: Mercado&Consumo