29 maio, 2026
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Supermercados devem sentir primeiros efeitos da Copa do Mundo já nos amistosos da Seleção Brasileira

Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil aponta que 70% dos consumidores pretendem fazer compras em supermercados durante a Copa do Mundo 2026

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Supermercados devem sentir primeiros efeitos da Copa do Mundo já nos amistosos da Seleção Brasileira

Os amistosos finais da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo 2026, contra o Panamá no dia 31 de maio, no Maracanã, e diante o Egito no dia 6 de junho, em Cleveland, nos EUA, devem funcionar como um primeiro teste para os supermercados. Embora os jogos oficiais ainda concentrem a maior expectativa, a preparação da equipe já começa a colocar o consumidor no clima do torneio e pode antecipar a compra de bebidas, petiscos, carnes, carvão, itens de conveniência e produtos temáticos.

Para o varejo alimentar, esse período é estratégico. Os amistosos ajudam a medir a demanda, testar promoções, organizar estoques e entender quais categorias começam a ganhar força antes da estreia do Brasil. É também uma oportunidade para criar ações de aquecimento, com ilhas promocionais, combos para assistir aos jogos e comunicação voltada ao consumo em casa.

De acordo com a pesquisa “Intenção de compras para Copa do Mundo 2026”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou contratar serviços durante o período da Copa do Mundo. A estimativa é de que cerca de 99,2 milhões de brasileiros movimentem o comércio durante a competição.

Entre os canais de compra, os supermercados aparecem como protagonistas. Segundo o levantamento, 70% dos consumidores pretendem fazer compras em supermercados para a Copa. O dado reforça a importância do setor na jornada do torcedor, especialmente para itens de consumo imediato e compartilhado.

Bebidas, petiscos e churrasco puxam a demanda

A pesquisa mostra que a Copa do Mundo deve impulsionar categorias tradicionalmente ligadas aos encontros para assistir aos jogos. Bebidas não alcoólicas, como refrigerantes, água, sucos, energéticos e chás, lideram a intenção de compra, citadas por 68% dos consumidores que pretendem consumir no período.

Na sequência aparecem petiscos, com 62%, itens para churrasco, com 60%, e cervejas, com 59%. O conjunto desses dados indica que os jogos da Seleção Brasileira devem movimentar fortemente o carrinho dos consumidores, principalmente em ocasiões de reunião com familiares e amigos.

Os amistosos podem antecipar esse comportamento. Mesmo sem o peso de uma partida oficial, eles ajudam a ativar o clima de Copa e a criar um primeiro movimento de consumo. Para os supermercados, isso significa observar a saída de produtos, ajustar mix e preparar a operação para os jogos da fase de grupos.

Outro dado importante é o planejamento das compras. 44% dos consumidores afirmam que antecipam a compra de itens como comida, bebida e adereços em até uma semana, seja para aproveitar promoções, evitar filas ou garantir disponibilidade. Isso mostra que a demanda pode começar antes da véspera dos jogos, exigindo planejamento antecipado do varejo.

Consumo em casa favorece supermercados

A Copa do Mundo de 2026 deve ser uma experiência coletiva, mas majoritariamente vivida dentro de casa. Segundo a pesquisa, 86% dos consumidores pretendem assistir aos jogos em casa, enquanto 40% citam a casa de amigos ou familiares como local para acompanhar as partidas.

Além disso, apenas 3% pretendem assistir aos jogos sozinhos. A maioria deve acompanhar a competição com familiares, amigos ou colegas de trabalho. O levantamento aponta que 77% assistirão com familiares, 60% com amigos e 15% com colegas de trabalho.

Esse comportamento favorece diretamente supermercados e lojas de bairro, já que encontros em casa costumam exigir compras maiores e mais diversificadas. Bebidas, carnes, petiscos, sobremesas, descartáveis, gelo e itens de reposição podem ganhar espaço no carrinho conforme os jogos se aproximam.

O ticket médio previsto para os gastos extras durante a Copa do Mundo é de R$ 619, valor que sobe para R$ 784 entre consumidores das classes A e B. Parte desse orçamento deve ser disputada por bares, restaurantes, delivery, produtos temáticos, serviços de transmissão e também pelo varejo alimentar.

Amistosos ajudam o varejo a ajustar estratégia

Para os supermercados, os amistosos da Seleção Brasileira funcionam como um ensaio antes do pico de consumo. O período pode indicar quais produtos têm maior procura, quais promoções atraem mais consumidores e como organizar o abastecimento para evitar ruptura nos dias de maior movimento.

Ações simples podem fazer diferença, como destacar produtos relacionados aos jogos, criar combos de churrasco, montar ofertas de bebidas e petiscos, reforçar categorias de conveniência e usar a comunicação visual da loja para lembrar o consumidor de se preparar para a Copa.

Com a aproximação da estreia do Brasil, os supermercados que souberem aproveitar os amistosos terão mais informações para calibrar estoque, preço e comunicação. Afinal, para o varejo, a Copa do Mundo não começa apenas no primeiro jogo oficial. Ela começa quando o consumidor passa a se organizar para torcer.

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