Louis Vuitton, Estée Lauder e Swarovski falam sobre redefinição do luxo na era digital no VTEX DAY 2026
Entre escassez e storytelling, marcas mostram como o e-commerce se tornou peça-chave na construção de desejo global
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No VTEX DAY 2026, executivas de grandes marcas de luxo afirmaram que o e-commerce deixou de ser apenas um canal de vendas e passou a ocupar papel central na construção de desejo, experiência e valor percebido. O tema foi discutido em painel mediado por Larissa Neves, da VTEX, com participação de Daniela Gontijo, da Louis Vuitton, Bárbara Fortes, da Estée Lauder, e Carla Assumpção, da Swarovski.
A edição deste ano conta com a parceria de mídia oficial do evento do portal Varejo S.A., reforçando o compromisso da entidade com o fortalecimento do setor varejista no Brasil. Além disso, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), participa com o apoio institucional.
Segundo as executivas, o principal desafio do setor hoje é manter exclusividade e valor em um ambiente marcado pela velocidade e pela lógica do “ver e comprar agora”. Nesse contexto, estratégias tradicionais baseadas em escassez passam a conviver com iniciativas focadas em conteúdo, relacionamento e construção de marca.
As três empresas destacaram a integração de canais como um dos principais caminhos para responder a esse cenário. Na Louis Vuitton, por exemplo, a estratégia conecta e-commerce, WhatsApp e lojas físicas para criar uma jornada contínua. “O cliente transita entre o digital e o físico sem fricção. O e-commerce não dilui a exclusividade, ele amplia nossa capacidade de contar histórias”, afirmou Daniela Gontijo.
Já a Estée Lauder destacou o papel do digital como acelerador de demanda e porta de entrada para novos consumidores, impulsionado pelo social commerce. A Swarovski, por sua vez, apontou o e-commerce como um espaço de construção de desejo e relevância cultural, com uso de narrativas ligadas à cultura pop e a influenciadores.
Essas transformações refletem diretamente um novo perfil de consumidor final. Mais digital, imediatista e exposto a múltiplas referências, ele transita com naturalidade entre canais, descobre tendências nas redes sociais e espera respostas rápidas, sem abrir mão de experiências marcantes. Se, por um lado, valoriza conveniência e acesso, por outro, busca propósito, storytelling e pertencimento. O luxo, portanto, deixa de ser apenas aspiracional e passa a ser vivido em diferentes níveis de interação.
Nesse cenário, o que se evidencia é que o luxo contemporâneo não se afasta do digital, se organiza a partir da integração entre canais, do acesso ampliado e da construção contínua de desejo. Seja pela integração de canais proposta pela aceleração de demanda, pela construção de desejo e relevância cultural, o e-commerce passa a atuar como um elo entre acesso, experiência e valor percebido. Mais do que um ponto de venda, ele se consolida como parte essencial da jornada, acompanhando um consumidor que já não separa mais o digital do físico, e que constrói sua relação com o luxo ao longo de todos esses pontos de contato.

